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Damasco vê os comentários de Trump como "um passo encorajador" para acabar com "o sofrimento dos sírios"
MADRID, 13 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que está considerando levantar as sanções norte-americanas à Síria para "dar" ao povo do país árabe, liderado há meses por um governo de transição após a queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro de 2024, "um novo começo".
"Vamos ter que tomar uma decisão sobre as sanções, que é muito possível que aliviemos, que as removamos da Síria porque queremos dar a eles um novo começo", disse ele a repórteres, depois de afirmar que está "fazendo algum trabalho" sobre essa questão com seu colega turco, Recep Tayyip Erdogan.
O líder republicano disse que "o presidente Erdogan (já) perguntou a ele sobre isso (...) porque da forma como os sancionamos, isso realmente não lhes dá um grande começo". "Portanto, queremos ver se podemos ajudá-los", acrescentou Trump.
Por sua vez, as autoridades do país árabe receberam bem as declarações do inquilino da Casa Branca, que descreveram como "um passo encorajador para acabar com o sofrimento do povo sírio".
Em um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da Síria, eles lembraram que as sanções foram impostas contra o "antigo regime ditatorial de (Bashar al) Assad e (que) contribuíram para seu fim", lamentando que a validade dessas medidas "atrapalhe o caminho de recuperação e reconstrução" do país.
"O povo sírio aguarda ansiosamente o levantamento total das sanções como parte das medidas que apoiam a paz e a prosperidade na Síria e na região, e preparam o caminho para uma cooperação internacional construtiva que promova a estabilidade e o desenvolvimento", acrescentou o governo sírio.
Até o momento, o governo Trump não reconheceu as novas autoridades em Damasco, lideradas pelo presidente sírio de transição, Ahmed al Shara, e continua a considerar o grupo liderado por ele, Hayat Tahrir al Sham (HTS), uma organização terrorista.
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