Europa Press/Contacto/Leco Viana, Leco Viana
MADRID 2 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse na sexta-feira que está "aberto" ao diálogo com seu colega norte-americano, Donald Trump, depois que o magnata o convidou a entrar em contato com ele a qualquer momento e expressou sua simpatia pelo Brasil.
"Sempre estivemos abertos ao diálogo. Os brasileiros e suas instituições são os que determinam o futuro do Brasil. Atualmente, estamos trabalhando para proteger nossa economia, nossas empresas e nossos trabalhadores, e para responder às medidas tarifárias do governo dos EUA", disse o líder sul-americano em uma breve mensagem publicada em sua conta no site de rede social X.
Essas declarações respondem a declarações anteriores emitidas da Casa Branca pelo New Yorker, que afirmou que Lula pode falar com ele "sempre que quiser". Nessa linha, Trump destacou que "ama" o povo brasileiro, embora considere que "aqueles que governam o Brasil cometeram um erro".
Por sua vez, o ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, qualificou de "excelente" a disposição de Donald Trump de se comunicar com Lula da Silva e também expressou a disposição do governo brasileiro de conversar com ele.
"Eu acho que (a declaração de Trump) é excelente. E tenho certeza de que é recíproca. Como eu já disse antes, é muito importante que a gente se prepare para essa conversa", disse Haddad em declarações relatadas pela Agência Brasil.
O ministro da Fazenda também confirmou que uma reunião "muito importante" será realizada na próxima semana com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, embora ainda não haja uma data definida para isso.
"Entendemos que as relações comerciais não devem ser afetadas pela política. Estamos trabalhando para nos aproximar, restabelecer a mesa de negociações e talvez realizar uma reunião presencial", acrescentou.
Esta troca indireta de declarações surge num momento de crescente tensão entre os presidentes dos dois países, motivada não só pelo apoio de Donald Trump ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro ou pela "inaceitável interferência dos EUA na justiça brasileira", mas também e sobretudo pela recente imposição de tarifas de 50% ao Brasil por parte de Trump, precisamente por causa da acusação "politicamente motivada" de Bolsonaro.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático