Europa Press/Contacto/Kyle Mazza, Kyle Mazza
MADRID 11 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desejou nesta sexta-feira boa sorte ao seu vice-presidente, JD Vance, que lidera a delegação norte-americana enviada ao Paquistão, país que sediará neste sábado as primeiras negociações para o cessar-fogo com o Irã, após uma trégua temporária de duas semanas.
“Vamos ver como vai ser. Então, são JD, Steve (Witkoff) e Jared (Kushner). Temos uma boa equipe, e eles se reúnem amanhã. Vamos ver como tudo vai acabar”, declarou o presidente norte-americano à imprensa antes de embarcar no Air Force One.
Ao ser questionado sobre a cobrança de pedágios no estreito de Ormuz, Trump afirmou que “não permitirá isso”, alegando que se trata de águas internacionais. “Ninguém sabe se estão fazendo isso, mas se estiverem, não vamos permitir que aconteça”, reiterou.
Além disso, o magnata nova-iorquino garantiu que a circulação pelo estreito será retomada imediatamente, já que o canal “será aberto automaticamente”. “Não será fácil. Não será, eu diria, mas vamos tê-lo aberto bem em breve”, acrescentou, assegurando que “não será necessário um plano alternativo”.
Nessa linha, ele apontou para a colaboração de países terceiros que “intervirão e ajudarão” para que a reabertura do estreito seja concluída com rapidez, insinuando que, para os Estados Unidos, isso não é uma necessidade: “Não se esqueçam de que nós não usamos o estreito”, afirmou.
“SEM ARMAS NUCLEARES”
No que diz respeito ao conteúdo de um eventual acordo entre os Estados Unidos e o Irã, Donald Trump sinalizou que apenas um acordo “sem armas nucleares” seria considerado um “bom acordo”. Essa é, sublinhou ele, a exigência “número um” de Washington.
“Acho que já houve uma mudança de regime, mas isso nunca foi nosso critério. Sem armas nucleares. Isso representa 99% de tudo (...) O que queremos é que não haja armas nucleares, embora vamos abrir o estreito de qualquer maneira”, concluiu o presidente.
A equipe de negociação do Irã, liderada pelo presidente do Parlamento, Mohamad Bager Qalibaf, aterrissou nas últimas horas na capital do Paquistão, Islamabad, que sediará neste fim de semana as negociações com os Estados Unidos para pôr fim ao conflito desencadeado há mais de um mês, com a ofensiva surpresa de Israel e dos Estados Unidos contra Teerã.
As autoridades iranianas condicionaram o início dessas negociações ao levantamento das sanções por parte dos Estados Unidos e à extensão do cessar-fogo ao Líbano, em linha com o anunciado esta semana pelo Paquistão, mediador entre os dois países.
O próprio presidente do Irã, Masud Pezeshkian, afirmou que, se Israel não cessar seus ataques ao território libanês, onde já morreram mais de 1.900 pessoas desde 2 de março, essas conversas “não fazem sentido”.
Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos advertiu nesta mesma sexta-feira que retomará os ataques contra o Irã se as iminentes conversas em Islamabad não produzirem resultados concretos em um prazo aproximado de 24 horas, pois neste momento os navios de guerra norte-americanos estão se reabastecendo com “as melhores armas já criadas”, que serão utilizadas se “não houver acordo”.
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