Aaron Schwartz - Pool via CNP / Zuma Press / Conta
MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu nesta terça-feira que um eventual “bom” acordo com as autoridades do Irã privará o país centro-asiático de armas nucleares e mísseis, dias depois de ambos os países terem retomado as conversações em Mascate, capital de Omã.
“Eu diria que prefiro chegar a um acordo, mas tem que ser um bom acordo: sem armas nucleares, sem mísseis, sem isso, sem aquilo, tudo o que se quiser”, defendeu ele em entrevista concedida à conservadora rede Fox.
Quando questionado sobre a solidez de um pacto com o “regime atual” iraniano, o inquilino da Casa Branca afirmou não saber, defendendo que “o que eu sei é que eles querem chegar a um acordo”. “Eles não falariam com mais ninguém, mas falariam comigo, mas é uma boa pergunta. Muitas pessoas dizem que não, mas algumas sim", acrescentou, antes de denunciar que Teerã "tem sido muito desonesta conosco ao longo dos anos". "Muito desonesta", insistiu.
Nesse sentido, o presidente aproveitou para criticar seus antecessores, os democratas Barack Obama e Joe Biden, alegando que “o que eles fizeram ao criar um monstro com o Irã foi terrível”. “Esse acordo nuclear com o Irã foi um dos acordos mais estúpidos que já vi”, disse ele, referindo-se ao pacto assinado em 2015 e do qual Washington se retirou unilateralmente em 2018 por decisão do próprio Trump.
Além disso, voltou a ameaçar o Irã com um eventual ataque se não for alcançado um acordo que o satisfaça, reiterando que “há uma enorme frota a caminho do Irã neste momento”, pelo que “seriam tolos se” não aceitassem. “Da última vez, eliminamos seu potencial nuclear, vamos ver se desta vez eliminamos mais”, acrescentou, lembrando os ataques lançados por Washington contra instalações nucleares em território iraniano em junho do ano passado. Trump, que durante o mês de janeiro ameaçou com uma intervenção militar pela repressão dos últimos protestos no Irã, posteriormente passou a enquadrar suas advertências no programa nuclear iraniano, que Teerã afirma ter fins exclusivamente pacíficos e que sofreu um duro golpe com os bombardeios israelenses e americanos em junho de 2025, que deixaram mais de 1.100 mortos no país asiático.
Até o momento, Teerã tem demonstrado desconfiança em reabrir as negociações com Washington devido à referida ofensiva, uma vez que ela ocorreu em meio a um processo diplomático entre o Irã e os Estados Unidos para chegar a um novo acordo nuclear, depois que o acordo assinado em 2015 ficou sem conteúdo após a retirada unilateral do país norte-americano em 2018 por decisão do próprio Trump.
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