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Justifica o fim do apoio à missão das FDS contra o Estado Islâmico porque “eles recebiam muito dinheiro” MADRID 21 jan. (EUROPA PRESS) - O inquilino da Casa Branca, Donald Trump, saiu em defesa do presidente de transição sírio, Ahmed al Shara, que está “trabalhando muito”, um dia após a libertação de prisioneiros do Estado Islâmico detidos em prisões no leste do país até agora sob custódia das Forças Democráticas Sírias (FDS), em meio à transferência de prisões para as forças de segurança afiliadas a Damasco. “O presidente da Síria está trabalhando muito, muito duro, é um cara forte, um cara duro. Ele tem um currículo bastante duro, mas você não vai colocar um menino de coro lá e fazer o trabalho”, afirmou ele em entrevista coletiva ao ser questionado sobre o uso da força pelo Exército sírio no nordeste do país.
O presidente dos Estados Unidos justificou as operações das tropas sírias alegando que seu objetivo é “manter os terroristas presos” em suas celas, garantindo que “eles foram capazes de fazer isso”.
Trump confirmou uma conversa telefônica com Al Shara, na qual ambos abordaram nesta segunda-feira a saída de prisioneiros do Estado Islâmico de prisões até agora sob custódia das FDS. “Conversei com ele ontem sobre as prisões e o que estava acontecendo. Temos alguns dos piores terroristas do mundo nessas prisões, e ele está observando”, afirmou.
O Exército sírio e as milícias curdo-árabes acusaram-se mutuamente de libertar jihadistas que permaneciam detidos em prisões como a de Al Shaddadi, localizada no sul da província de Al Hasaka, onde permaneciam até 1.500 combatentes da organização terrorista, segundo as FDS. “Embora a prisão de Shaddadi esteja a apenas dois quilômetros de uma base da coalizão internacional, os repetidos apelos à base não obtiveram resposta”, lamentou o grupo curdo-árabe.
O governo dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que encerra o apoio militar às FDS na luta contra o Estado Islâmico, a favor das autoridades de transição no país, alegando que o “propósito original (...) expirou”, e instou à integração das forças curdo-árabes no Estado sírio.
Em sua aparição, o chefe da Casa Branca se referiu a essa questão, garantindo que “gosta dos curdos, mas eles eram muito bem pagos”. “Nós lhes demos petróleo e outras coisas, então eles faziam isso mais por si mesmos do que por nós. Mas nos damos bem com os curdos e tentamos protegê-los”, defendeu antes de garantir que “fez um bom trabalho” para evitar uma guerra civil na Síria. Trump revelou também que manteve nesta terça-feira uma conversa telefônica “muito importante” e “muito boa” com seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, na qual ambos abordaram esses acontecimentos. O magnata não deu mais detalhes sobre a ligação, exceto reiterar que “aprecia muito” o presidente da Turquia.
Ancara, por sua vez, confirmou a conversa telefônica em que ambos discutiram, além das relações bilaterais, a luta contra o Estado Islâmico e “a situação de seus membros nas prisões sírias”, de acordo com um comunicado da Presidência divulgado pela agência de notícias estatal Anadolu.
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