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Ele garante que chegará a um “acordo benéfico para todos” em Davos, onde tem previsto reunir-se nesta quarta-feira com “todas” as partes MADRID 21 jan. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu nesta terça-feira que tanto a OTAN quanto os groenlandeses ficarão “encantados” com seu plano para a Groenlândia, a poucos dias de se reunir em Davos (Suíça) com “todas as partes” para abordar a crise aberta por suas pretensões sobre esta ilha semiautônoma pertencente à Dinamarca.
“Acredito que chegaremos a um acordo que satisfaça tanto a OTAN quanto a nós”, afirmou em uma extensa coletiva de imprensa na Casa Branca, onde reiterou que “acredito que algo muito benéfico para todos vai acontecer”.
O presidente americano, que voltou a defender que “ninguém fez mais pela OTAN do que eu”, evitou dar detalhes sobre o que consiste essa proposta de acordo para adquirir a Groenlândia, limitando-se a responder: “Vocês verão”.
Trump estendeu esse otimismo aos groenlandeses, afirmando que “tenho certeza de que ficarão encantados” quando lhes apresentar o plano, reconhecendo que, até o momento, “não conversei com eles”.
Quando questionado sobre a possibilidade de o Supremo Tribunal dos Estados Unidos emitir uma decisão contra as tarifas, considerou que “teremos que usar outra coisa”, mas defendeu essa medida como “a melhor, a mais forte, a mais rápida, a mais fácil, a menos complicada”, depois de ameaçar impor a oito países europeus — incluindo a Dinamarca — impostos adicionais de 10% a partir de 1º de fevereiro — e de 25% a partir de 1º de junho — que continuariam em vigor até que ele assumisse o controle da Groenlândia por meio de uma “aquisição”.
Por outro lado, ele tentou minimizar a importância do Prêmio Nobel da Paz, apesar de ter reiterado que “não consigo pensar em ninguém na história que mereça o Nobel mais do que eu”, apontando, nesta ocasião, que receber o prêmio “não melhoraria a vida de ninguém; o que melhora a vida das pessoas são as pessoas que vivem”. “Provavelmente salvei milhões de vidas nas guerras”, destacou.
Trump afirmou que não considera necessário “pensar puramente na paz” depois de não receber o Prêmio Nobel da Paz, em uma mensagem enviada ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store, na qual defendeu que “agora posso pensar no que é bom e correto para os Estados Unidos” e insistiu em suas exigências para conseguir a anexação da Groenlândia.
Store apontou que essa mensagem foi “uma resposta” de Trump a uma enviada por ele e pelo presidente da Finlândia, Alexander Stubb, para expressar sua “oposição” às medidas adotadas por ele contra os oito Estados europeus por rejeitarem seus planos de anexar a Groenlândia. Por outro lado, o líder nórdico afirmou que “a posição da Noruega sobre a Groenlândia é clara” e que Oslo “apoia que a OTAN tome medidas responsáveis para reforçar a segurança e a estabilidade no Ártico”, antes de acrescentar que explicou “claramente” a Trump que o Prêmio Nobel da Paz “é concedido por um Comitê Nobel independente, e não pelo governo norueguês”.
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