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MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta quarta-feira a inclusão de tarifas contra o Irã no projeto de lei de sanções contra a Rússia, que o Senado vem debatendo formalmente desde esta terça-feira, após aprovar o andamento de um conjunto de medidas que inclui retaliações comerciais contra os principais compradores de energia russa, além de mais restrições a funcionários e oligarcas russos, bem como a entidades financeiras e à “frota fantasma”, com a qual Moscou tenta contornar as sanções econômicas.
“Gostaria que incluíssem o Irã nas tarifas relacionadas à guerra. Isso fortaleceria muito a medida”, afirmou em declarações à imprensa no Salão Oval.
O ocupante da Casa Branca garantiu mais uma vez que as forças americanas vão “desferir um golpe muito forte” contra o país asiático. “Cabe a nós atacá-los. Eles sabem o que vai acontecer. Estão nos pedindo para não fazermos isso”, afirmou.
Horas antes, o presidente ameaçou dar “uma surra brutal” no Irã após o “ataque surpresa” perpetrado durante a noite contra ativos e instalações americanas na Jordânia, onde as tropas tiveram apenas “alguns minutos” para interceptar os mísseis lançados contra o território.
Em uma ligação telefônica com a emissora de TV Fox News, ele afirmou que “atingirá duramente” o Irã, que “receberá uma surra” pelo que aconteceu na Jordânia, ataques que se repetiram em outros pontos da região e sempre contra alvos dos Estados Unidos, em resposta aos ataques perpetrados contra o território iraniano.
No entanto, e apesar das repetidas advertências de Trump, ele insistiu que permitirá que sua equipe de negociação continue mantendo conversações com as autoridades iranianas. Teerã, por sua vez, afirmou nesta mesma semana que suspenderia os ataques contra interesses e instalações americanas na região, desde que Washington mantenha a suspensão dos bombardeios.
As declarações de Trump ocorrem depois que o Senado aprovou, com 86 votos a favor e apenas 12 contra, o encaminhamento de um novo pacote de sanções contra a Rússia. A votação permite iniciar o debate formal do projeto que, para se tornar lei, deverá ser aprovado pelo Senado em votação final, receber também a aprovação da Câmara dos Deputados, antes de ser promulgado pelo presidente dos Estados Unidos.
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