Publicado 13/07/2026 12:30

Trump declara o estreito de Ormuz “aberto” e anuncia uma tarifa de 20% sobre toda a carga

17 de junho de 2026, França, Paris: O presidente dos EUA, Donald Trump, chega ao Palácio de Versalhes para participar de um evento que marca o 250º aniversário da independência dos EUA. Foto: Julien Mattia/Le Pictorium via ZUMA Press/dpa
Julien Mattia/Le Pictorium via Z / DPA

MADRID 13 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira que o Estreito de Ormuz está “aberto”, anunciando que Washington cobrará uma taxa de 20% sobre todas as cargas que transitarem por essa passagem, na qualidade de “guardião” dessa rota marítima estratégica.

“O Estreito de Ormuz está aberto e continuará aberto, com ou sem o Irã. Estamos restabelecendo o bloqueio iraniano, assim chamado porque impede apenas que navios do Irã ou de clientes do Irã entrem ou saiam. Todos os demais países terão uso justo e livre do estreito”, afirmou o líder norte-americano sobre a situação em Ormuz, palco de um recrudescimento das tensões entre Washington e Teerã.

Em seguida, Trump anunciou uma taxa sobre o comércio na região, que será cobrada pelos Estados Unidos como “guardião do Estreito de Ormuz”. “Nessa qualidade, e por uma questão de equidade, os Estados Unidos serão reembolsados, a uma alíquota de 20% sobre toda a carga transportada, por todos e cada um dos custos necessários para cumprir a tarefa de proporcionar segurança e proteção nesta região tão instável do mundo”, afirmou ele em uma mensagem nas redes sociais.

Dessa forma, o chefe da Casa Branca garantiu que “a implementação” dessa sobretaxa “terá início imediatamente”.

Esse anúncio ocorre no momento em que Trump, pouco antes, garantiu que o Exército norte-americano está assumindo o controle do Estreito de Ormuz, em meio ao recrudescimento das tensões, enquanto as autoridades do Irã confirmaram o fechamento da estratégica rota marítima.

Nos últimos dias, a região tem sido palco de ataques recíprocos entre os Estados Unidos e o Irã, com uma onda de bombardeios americanos sobre o Irã, justificados, segundo a versão do Comando Central do Exército dos Estados Unidos (CENTCOM), como retaliação à ofensiva da Guarda Revolucionária contra um navio comercial cipriota que teria ignorado suas instruções, continuando com seus ataques na estratégica rota comercial.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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