MADRID, 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insinuou nesta quarta-feira que Washington poderia deixar a cargo de seus aliados a situação de segurança no Estreito de Ormuz, uma via fundamental para o comércio internacional, assim que a ofensiva americano-israelense contra o Irã for concluída, em linha com suas críticas aos países europeus e da OTAN por sua falta de apoio aos ataques.
“Eu me pergunto o que aconteceria se ‘acabássemos’ com o que resta do Estado terrorista iraniano e deixássemos que os países que o utilizam, e não nós, fossem responsáveis pelo chamado estreito”, disse Trump em uma mensagem nas redes sociais. “Isso colocaria em ação alguns de nossos ‘aliados’ que não respondem, e rapidamente!”, ironizou o morador da Casa Branca.
O próprio Trump acusou na terça-feira os países da OTAN de cometerem “um erro estúpido” ao se recusarem a ajudar os Estados Unidos a garantir a segurança no estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que ressaltou que Washington “não precisa de nenhuma ajuda”, depois que seus principais aliados se recusaram a participar de operações militares na zona em meio à ofensiva contra o Irã.
A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou, nos últimos dias, vários ataques contra navios no Estreito de Ormuz, como parte de sua resposta à referida ofensiva contra o país asiático, que também atacou território israelense e interesses americanos no Oriente Médio, incluindo bases militares.
As autoridades do Irã confirmaram, em seu último balanço, mais de 1.200 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado no domingo para mais de 3.000 o número de mortos, em sua maioria civis.
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