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MADRID, 13 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou neste domingo o também norte-americano Papa Leão XIII por ser, segundo o magnata republicano, “fraco em matéria de criminalidade e péssimo em política externa”, atribuindo ao líder da Igreja Católica uma oposição às campanhas militares de seu governo na Venezuela e no Irã.
Segundo o presidente norte-americano, seu compatriota “o Papa Leão XIII é fraco em matéria de criminalidade e péssimo em política externa” e, além disso, demonstra “fraqueza (...) contra as armas nucleares”. “Gosto muito mais do irmão dele, Louis (Prevost), do que dele, porque Louis é totalmente MAGA”, acrescentou, em alusão ao movimento ‘Make America Great Again’, que o levou à Casa Branca. “Ele (Louis Prevost) entende isso, e Leão XIII não”, acrescentou.
“Não quero um Papa que ache que está certo o Irã ter armas nucleares. Não quero um Papa que ache que é terrível os Estados Unidos terem atacado a Venezuela, um país que enviava enormes quantidades de drogas para os Estados Unidos e, pior ainda, que libertava assassinos, narcotraficantes e criminosos em nosso país”, proclamou Trump, protestante presbiteriano até 2020.
Declarado cristão não confessional desde então, o magnata republicano também atacou o líder dos católicos por “criticar o presidente dos Estados Unidos”, conforme afirmou na terceira pessoa antes de defender, já na primeira, que está fazendo na Casa Branca “exatamente” aquilo pelo qual foi eleito “por uma maioria esmagadora: reduzir a criminalidade a mínimos históricos e criar o melhor mercado de valores da história”, sem fazer alusão às suas promessas de campanha sobre “detener as guerras” e não iniciar nenhuma.
Por outro lado, o presidente norte-americano defendeu que “(o Papa) Leão deveria estar grato porque, como todos sabem, foi uma surpresa enorme”. “Ele não constava em nenhuma lista para ser Papa, e a Igreja o colocou lá apenas porque era americano, e acharam que essa seria a melhor maneira de lidar com o presidente Donald Trump”, alegou ele, voltando à terceira pessoa antes de afirmar que, se ele “não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”.
Além disso, Trump criticou o Papa “por se reunir com simpatizantes de (o ex-presidente democrata Barack) Obama, como David Axelrod, um perdedor da esquerda, um dos que queriam que fiéis e clérigos fossem presos”, afirmou em relação ao analista político da CNN e ex-assessor e chefe de campanha de Obama.
De acordo com a referida publicação, o líder do Vaticano “fala do ‘medo’ da administração Trump, mas não menciona o medo que a Igreja Católica e todas as outras organizações cristãs sentiram durante a pandemia, quando prendiam padres, párocos e todo mundo por celebrar missas, inclusive ao ar livre e mantendo o distanciamento de segurança”, declarou o magnata republicano, trazendo à tona supostos episódios da pandemia de Covid-19 que não especificou.
“Leão deveria corrigir o rumo como Papa, usar o bom senso, parar de agradar à esquerda radical e se concentrar em ser um grande Papa, não um político”, afirmou sobre seu homólogo na chefia do Estado do Vaticano, antes de concluir sua mensagem alegando que tal postura “está prejudicando-o muito e, o que é mais importante, está prejudicando a Igreja Católica”.
Donald Trump se pronunciou dessa forma em um ataque frontal contra o Papa Leão XIII, após uma semana em que o líder do Vaticano se manifestou contra as atividades bélicas em vários países, como Ucrânia, Líbano ou Sudão, neste mesmo domingo, e também no Irã na última quarta-feira, quando lamentou a “violência e a devastação” e o “clima generalizado de ódio e medo”.
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