Publicado 12/02/2026 23:15

Trump considera que o presidente israelense deveria estar "envergonhado" por não perdoar Netanyahu

Archivo - Arquivo - 10 de setembro de 2025, Londres, Inglaterra, Reino Unido: O presidente israelense Isaac Herzog chega ao número 10 da Downing Street para conversas com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, em Londres.
Europa Press/Contacto/Thomas Krych - Arquivo

Herzog, que ainda não tomou uma decisão, lembra que Israel é um “Estado soberano regido pelo império da lei” MADRID 13 fev. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu nesta quinta-feira em pedir o perdão para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a quem recebeu na véspera em Washington, e considerou, por isso, que seu homólogo israelense, Isaac Herzog, “deveria ter vergonha de si mesmo”. “Ele tem um presidente que se recusa a conceder-lhe o perdão. Acho que esse homem deveria ter vergonha de si mesmo. O presidente de Israel, o principal poder que ele tem é o poder de conceder indultos e ele não o faz”, afirmou em declarações à imprensa. O inquilino da Casa Branca, que disse que Hergoz concedeu indultos em “cinco” ocasiões diferentes, considerou que, no caso de Netanyahu, “ele não quer fazê-lo porque acho que perderia seu poder”. “Acho que o povo de Israel deveria envergonhá-lo. É vergonhoso que ele não conceda. Ele deveria conceder”, reiterou. Suas palavras vêm um dia depois de se reunir na capital americana com o chefe do Executivo israelense, a quem elogiou como “um ministro muito bom em tempos de guerra”. Além disso, quando questionado sobre o papel de Netanyahu nos erros de segurança durante os ataques do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) em 7 de outubro de 2023, ele evitou apontá-lo, afirmando que “suponho que todos são responsáveis” e que “ninguém mais teria previsto” um ataque “surpresa”.

Por sua vez, o gabinete de Herzog indicou que ainda não tomou uma decisão sobre um eventual perdão a Netanyahu, alegando que isso requer um parecer jurídico prévio do Ministério da Justiça. Além disso, lembrou que “Israel é um Estado soberano regido pelo Estado de Direito”. “Somente após a conclusão desse processo, o presidente Herzog considerará o pedido de acordo com a lei, os melhores interesses do Estado de Israel, guiado por sua consciência e sem qualquer influência de pressões externas ou internas de qualquer tipo”, afirmou em um comunicado divulgado pelo The Times of Israel.

Seu gabinete aproveitou para reiterar que o presidente israelense “aprecia profundamente” seu homólogo americano, de quem destacou “sua importante contribuição ao Estado de Israel e à sua segurança”. Netanyahu é acusado em vários processos por uma série de crimes, entre eles fraude e aceitação de subornos. De fato, ele conseguiu voltar ao poder para um sexto mandato já com os processos em andamento, no final de 2022.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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