Europa Press/Contacto/Samuel Corum - Pool via CNP
MADRID 4 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira que o enviado especial Steve Witkoff e o assessor da Casa Branca e genro do magnata republicano, Jared Kushner, levarão uma proposta à Rússia para pôr fim à guerra na Ucrânia durante sua visita à capital, Moscou.
“Eles levarão consigo uma proposta para pôr fim à guerra. Eu já pus fim a oito guerras (...) Não recebi nenhum reconhecimento por isso. Pus fim a oito guerras. Recebi o Prêmio Nobel? Não, embora a pessoa que o ganhou tenha sido gentil o suficiente para me dar o prêmio”, afirmou ele da Casa Branca, em alusão à oposicionista venezuelana María Corina Machado, que recebeu a honraria.
Além disso, ele afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski, “se odeiam” e que as diferenças entre os dois têm a ver com um problema de “personalidade”. “Vocês sabem o que é o ódio? Eles sentem um ódio profundo e isso está atrapalhando o caminho”, disse ele.
Trump também indicou que “é muito provável” que haja avanços nas negociações, palavras que contrastam com as do porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, que lamentou que, “por enquanto”, não existam “condições concretas” para pôr fim à guerra. “O trabalho continua e os contatos continuam”, afirmou o russo sobre as possibilidades de se chegar a um acordo com Kiev.
Está previsto que os enviados do presidente Trump também viajem para a Ucrânia após passarem por Moscou. Zelenski pediu que o encontro tenha um “conteúdo substantivo” e destacou a importância de Washington continuar participando “ativamente” dos contatos diplomáticos para pôr fim à guerra, ordenada pelo presidente russo, Vladimir Putin, em fevereiro de 2022.
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