MADRID, 6 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira que pediu ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para “revisar” o cartão vermelho dado ao jogador norte-americano Folarin Balogun, que poderá jogar nesta terça-feira contra a Bélgica, depois de afirmar que “nem sequer foi falta” e levantar dúvidas sobre o árbitro brasileiro Raphael Claus, que expulsou o atacante norte-americano.
“Sim, eu fiz isso. Conversei com Gianni, uma pessoa muito respeitada, que organizou a Copa do Mundo mais bem-sucedida da história”, afirmou em declarações proferidas no Salão Oval, nas quais confirmou que interveio para que a FIFA revisasse a atuação do árbitro brasileiro nas oitavas de final.
Segundo ele, assistiu à jogada e, como alguém “que adora esportes” e entende “muito bem o esporte”, considerou que “aquilo não foi uma falta”. “Nem mesmo foi uma infração. Eram dois jogadores correndo a toda velocidade que simplesmente se chocaram (...) ficaram emaranhados na jogada”, descreveu ele sobre a ação que resultou na expulsão de Balogun, após ele ter pisado no zagueiro bósnio Tarik Muharemovic aos 64 minutos.
Nesse ponto, Trump apontou diretamente para o árbitro por ter marcado o cartão vermelho direto, ressaltando que Claus “é um pouco suspeito”. “Não quero dizer isso porque não gosto de gerar polêmica, mas é bastante suspeito. Se quiserem, posso mostrar o histórico dele”, indicou, lançando dúvidas sobre a decisão que “ninguém conseguia acreditar”.
No entanto, ele reconheceu que não sabia que a expulsão implicaria que Balogun não jogaria a próxima partida, na qual os Estados Unidos enfrentarão a Bélgica por uma vaga nas quartas de final. “É um jogador absolutamente fundamental. Eu não sabia o que essa decisão significava. Achei que não teria muitas consequências. Depois comecei a ouvir que isso significava que ele não poderia jogar a próxima partida, pelo menos a próxima”, afirmou.
“Isso é muito injusto”, avaliou, indicando que impedi-lo de disputar a próxima partida era uma punição muito severa para um dos melhores jogadores da seleção americana.
“Se tivesse acontecido com qualquer outro jogador, também teria sido injusto, mas quando você tira o melhor jogador, ou um dos melhores”, disse ele, confirmando que, na ocasião, conversou com Infantino para pedir que ele revisasse a situação, embora, de forma alguma, tenha admitido ter influenciado o processo.
Segundo Trump, manter essa decisão “teria deixado uma grande mancha no campeonato”. “Isso foi a única coisa que transmiti. Não disse a ele qual decisão deveria tomar”, ressaltou.
“Não acho que tenha sido ele quem decidiu”, observou sobre o presidente da FIFA. “Acho que foi um comitê. E esse comitê tomou a decisão certa porque, em primeiro lugar, não houve falta. Além disso, as pessoas querem ver os melhores jogadores”, avaliou, ressaltando que seria como privar a Argentina de Lionel Messi, Portugal de Cristiano Ronaldo ou a Inglaterra de Harry Kane.
Dessa forma, ele observou que, se a Bélgica vencer a partida, poderá se sentir orgulhosa, mas “se tivesse vencido com o melhor jogador do adversário ausente por causa dessa decisão, a sensação teria sido bem diferente”.
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