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MADRID 17 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira que pretende se reunir com seu colega chinês, Xi Jinping, dentro de duas semanas na Coreia do Sul para resolver as diferenças no âmbito da guerra econômica declarada pelo presidente norte-americano, que reconheceu a difícil situação que surgiu desde então.
"Eles estão sempre procurando gerar uma vantagem", disse o presidente em uma entrevista concedida à divisão econômica do canal americano Fox News, "e é uma questão muito complexa, porque a China nos deixou em uma bagunça e nos enganou desde o primeiro dia", segundo o presidente, que apontou o falecido presidente Richard Nixon e sua política de mente aberta em relação ao gigante asiático, especialmente com sua visita histórica em 1972, como os principais responsáveis pela situação.
Trump, no entanto, dedicou palavras gentis ao presidente chinês. "Um líder muito forte, um homem extraordinário" com quem ele vem tentando há meses marcar uma reunião que, se os desejos do líder americano forem atendidos, ocorrerá aproximadamente no final deste mês ou no início de novembro.
"Nós nos encontraremos em algumas semanas. Na verdade, nos encontraremos na Coreia do Sul com o presidente Xi e outros. Mas vamos nos encontrar. Temos uma reunião separada", explicou ele em um tom mais calmo do que há uma semana, quando anunciou uma tarifa adicional de 100% sobre a China e controles sobre a exportação de software de Pequim a partir de 1º de novembro.
Horas antes, vale lembrar, Trump ameaçou cancelar uma reunião com o líder do gigante asiático em resposta às recentes ações de Pequim, incluindo maiores controles sobre a exportação de terras raras.
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