MADRID, 15 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que discutirá a situação territorial na Ucrânia com seu homólogo russo, Vladimir Putin, em questão de horas, mas garantiu que qualquer acordo final sobre o assunto será negociado exclusivamente por Kiev.
Já em voo para a cidade de Anchorage (Alasca), Trump falou com a mídia a bordo do Air Force One para discutir as linhas gerais das esperadas conversas com Putin, um "cara inteligente", em meio a um "bom respeito mútuo de ambos os lados".
Trump indicou que se reunirá com Putin armado com ferramentas de pressão contundentes, começando com a ameaça de "sanções econômicas muito sérias" se a reunião não atender às suas expectativas, e afirmou ser uma figura que conseguiu impedir as ambições territoriais de Putin.
"Se eu não fosse presidente, ele teria tomado toda a Ucrânia", disse ele, antes de declarar seu ceticismo sobre a natureza belicista do líder russo. "Talvez isso esteja em seus genes, talvez ele pense que isso lhe dá uma vantagem nas negociações, mas acho que é uma atitude que o prejudica", disse ele.
Sobre a chamada "troca de territórios" - uma opção pela qual a Rússia acabaria consolidando seu controle sobre as regiões ucranianas que incorporou desde 2014 - é uma questão que "será discutida, mas a decisão permanecerá nas mãos da Ucrânia".
"Acho que eles tomarão a decisão certa sobre isso, mas não estou aqui para negociar por eles. Estou aqui para fazer com que eles se sentem à mesa e acho que isso exige dois lados", disse o presidente dos EUA, depois de confirmar que outro dos pontos a serem discutidos serão as "garantias de segurança" que o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, está pedindo para alcançar o que ele chama de "paz justa e duradoura".
Nesse sentido, Trump também confirmou que, entre os possíveis cenários que estão sendo contemplados, está a implantação de uma força multinacional "com a Europa e outros países", mas nunca "na forma da OTAN", uma opção que o presidente dos EUA descartou sumariamente. "Algumas coisas nunca vão acontecer, mas no que diz respeito à Europa, essa é uma possibilidade", concluiu.
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