Aaron Schwartz / Zuma Press / Europa Press / Conta
MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira que teve uma discussão com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a quem chamou de “louco de merda”, embora tenha minimizado o desentendimento ao salientar que é preciso parar a guerra no Líbano e insistir que se entendeu bem com Israel no contexto da ofensiva no Irã.
“Sim, eu fiz isso. Não diria que ele estava zangado. Ele estava um pouco perturbado com o constante confronto com o Líbano”, confirmou o líder americano sobre seu desentendimento com Netanyahu em declarações no podcast da jornalista conservadora Miranda Devine.
“Em determinado momento, eu disse: talvez tenhamos que parar com isso. Temos que parar isso”, afirmou, embora tenha ressaltado que ambos os líderes “trabalharam bem juntos” nos últimos meses no contexto da guerra.
“Gosto muito do Bibi e tenho trabalhado muito bem com ele. Sou um presidente em tempos de guerra. Ele é um primeiro-ministro em tempos de guerra, em uma região muito importante do mundo”, afirmou, insistindo que ambos têm se saído “muito bem” e se “entendido muito bem” neste período.
Segundo informou o site norte-americano Axios, a ligação entre Trump e Netanyahu para tratar da situação no Líbano foi tensa e evidenciou as diferenças entre ambos no contexto da guerra no Oriente Médio.
A certa altura, Trump repreendeu o primeiro-ministro de Israel pela renovada ofensiva militar israelense no Líbano, chegando a repreendê-lo e chamá-lo de “louco de merda”, após afirmar que, se não fosse por ele, estaria na prisão.
“Você é louco de merda. Você estaria na prisão se não fosse por mim. Estou salvando a sua pele. Agora todo mundo odeia você. Todo mundo odeia Israel por causa disso”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, segundo duas fontes a par da conversa. Essa troca de palavras ocorreu quando a ofensiva israelense ameaça inviabilizar o processo de negociação entre os Estados Unidos e o Irã para o cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático