Publicado 20/01/2026 03:41

Trump concorda em se reunir em Davos com "as diferentes partes" sobre a Groenlândia após conversar com Rutte

16 de janeiro de 2026, Washington, Distrito de Columbia, Estados Unidos: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala com membros da imprensa antes de embarcar no Marine One no Jardim Sul da Casa Branca, ao partir para Palm Beach, Flórida. Trump es
Europa Press/Contacto/Mehmet Eser

Evita esclarecer se utilizará a força para assumir o controle da Groenlândia MADRID 20 jan. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que abordará a crise desencadeada pela sua pretensão de controlar a Gronelândia numa reunião que manterá com “as diferentes partes” em Davos, na Suíça, que esta semana acolhe o Fórum Econômico Mundial, conforme acordado com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte.

“Tive uma conversa telefônica muito interessante com Mark Rutte (...) sobre a Groenlândia. Combinei uma reunião das diferentes partes em Davos, na Suíça”, afirmou em sua plataforma Truth Social, onde reiterou que a ilha “é fundamental para a segurança nacional e mundial”.

O inquilino da Casa Branca defendeu na mesma mensagem que “não há volta atrás” e que “todos concordamos com isso”. “Os Estados Unidos são, de longe, o país mais poderoso do mundo. Grande parte disso se deve à reconstrução de nossas Forças Armadas durante meu primeiro mandato, reconstrução que continua em um ritmo ainda mais acelerado. Somos a única potência que pode garantir a paz em todo o mundo, e isso é alcançado, simplesmente, com força", acrescentou.

Horas antes, em uma breve entrevista por telefone à NBC News, o presidente evitou esclarecer se ordenaria o uso da força para assumir o controle deste território semiautônomo da Dinamarca, limitando-se a responder: “Sem comentários”.

Questionado sobre as ameaças de novos impostos aos sete países europeus, incluindo a Dinamarca, que enviaram tropas para a Groenlândia, ele garantiu que “o farei 100%” se não chegar a um acordo com os líderes desses países para a aquisição da ilha. “A Europa deveria se concentrar na guerra com a Rússia e a Ucrânia porque, francamente, já vê o que isso lhes trouxe. É nisso que a Europa deveria se concentrar, não na Groenlândia”, acrescentou. Ele também se manifestou sobre o assunto em declarações à imprensa antes de decolar do aeroporto de North Perry, no estado da Flórida, onde afirmou que “não acredito que (os líderes europeus) se oponham” ao seu plano para a Groenlândia. “Temos que conseguir isso. Eles não podem protegê-lo”, afirmou dias antes da cúpula extraordinária em que os 27 países da União Europeia abordarão a crise aberta com Washington por causa da Groenlândia, enquanto avaliam reativar as retaliações de 93 bilhões de euros suspensas após o acordo comercial com Washington.

O ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, e a ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, solicitaram nesta segunda-feira ao secretário-geral da OTAN uma missão da Aliança Atlântica na ilha do Ártico, em um momento de crise marcado pelo desejo dos Estados Unidos de obter a soberania do território.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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