Publicado 23/10/2025 01:17

Trump chama Petro de "bandido e um cara mau" e ameaça com "medidas muito severas".

22 de outubro de 2025, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, encontra-se com Mark Rutte, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), no Salão Oval da Casa Branca em Washington, D
Europa Press/Contacto/Aaron Schwartz - Pool via CN

Petro anuncia que responderá à "calúnia" com advogados e tribunais dos EUA

MADRID, 23 out. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta quarta-feira seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, a quem qualificou de "bandido e um cara mau que produz muitas drogas", ameaçando tomar "medidas muito severas contra ele e seu país" se não parar com as declarações contra ele.

"Ele é um bandido e um cara mau. É um cara que produz muitas drogas", disse ele aos repórteres no Salão Oval, afirmando que "ele prejudicou muito a Colômbia" e relembrando a suspensão da ajuda dos EUA a Bogotá anunciada no domingo, quando ele também descreveu Petro como um "líder do tráfico de drogas".

O ocupante da Casa Branca também disse que na Colômbia "eles produzem cocaína, têm fábricas de cocaína e cultivam todo tipo de porcaria que são drogas, drogas ruins que entram nos Estados Unidos, geralmente através do México". "É melhor ele tomar cuidado ou tomaremos medidas muito severas contra ele e seu país", disse ele sobre Petro, a quem acusou de ter "levado seu país a uma armadilha mortal".

Por sua vez, Petro usou sua conta na rede social X para responder às declarações de Trump e, citando-as, anunciou que se defenderá "judicialmente com advogados americanos no sistema judiciário americano" contra "a calúnia" lançada contra ele pelos Estados Unidos.

Ele também declarou que "sempre" será contra "genocídios e assassinatos de poder no Caribe", em referência às ações de Israel na Faixa de Gaza e aos bombardeios dos EUA contra supostos traficantes de drogas, que se repetiram no Oceano Pacífico nos últimos dois dias.

"Combateremos os narcotraficantes com os Estados que quiserem nossa ajuda", acrescentou, minimizando assim a importância para seu governo da ajuda de Washington na luta contra o tráfico de drogas.

A acalorada troca de declarações ocorreu dois dias depois que o presidente colombiano se reuniu com o encarregado de negócios dos Estados Unidos em Bogotá, John McNamara, em um encontro que representou uma "primeira aproximação" com a qual os dois países esperavam superar a crise diplomática aberta no fim de semana e marcada pelas ameaças diretas do presidente norte-americano, Donald Trump, que não parecem ter chegado ao fim.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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