MADRID, 20 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar nesta sexta-feira seus aliados na OTAN por se recusarem a apoiar os Estados Unidos em sua ofensiva contra o Irã, incluindo a possibilidade de ajuda para manter a navegação no estreito de Ormuz, afirmando que esses países são “covardes” e que a Aliança “é um tigre de papel” sem a presença de Washington.
“Sem os Estados Unidos, a OTAN é um tigre de papel. Eles não quiseram se juntar à luta para impedir que o Irã tivesse armas nucleares”, criticou ele por meio de uma mensagem em suas redes sociais. “Agora que essa batalha foi vencida militarmente, com muito pouco risco para eles, reclamam dos altos preços do petróleo que são obrigados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz”, acrescentou.
Assim, ele destacou que a reabertura de Ormuz seria “uma simples manobra militar” diante da “única razão para os altos preços do petróleo”. “É muito fácil para eles fazerem isso, com pouco risco. Covardes, vamos nos lembrar disso!”, concluiu o inquilino da Casa Branca, que redobrou nos últimos dias suas críticas contra seus aliados na OTAN por sua postura diante da ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O próprio Trump garantiu na quinta-feira que seu país não depende do comércio que passa pelo estreito de Ormuz, razão pela qual o defende “para todos os outros”, em um novo apelo à OTAN para que dê um passo à frente em relação a uma eventual mobilização naval que garanta o tráfego por essa passagem estratégica.
A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou nos últimos dias ataques contra navios no estreito de Ormuz, como parte de sua resposta à referida ofensiva contra o país asiático, que também atacou território israelense e interesses norte-americanos no Oriente Médio, incluindo bases militares.
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