Europa Press/Contacto/Joey Sussman
MADRID 15 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira que autorizou a agência de inteligência externa norte-americana (CIA) a realizar operações secretas na Venezuela, no contexto do aumento das tensões por causa dos bombardeios norte-americanos nas últimas semanas no país caribenho, alegando que está em guerra com os cartéis de drogas.
Ao ser questionado sobre informações desse tipo publicadas pelo 'The New York Times', Trump disse que "autorizou" por "duas razões" e explicou que isso se deve ao fato de que "milhares" de pessoas, muitas delas criminosas, teriam entrado pela fronteira e que há "muitas drogas vindo da Venezuela".
"Muitas drogas venezuelanas entram pelo mar. Mas também vamos impedi-las por terra. Acho que a Venezuela está se sentindo pressionada (...) Posso lhe garantir que tomamos conta do mar. Não há ninguém. Estamos observando", declarou ele, insistindo que estão analisando a opção de agir "por terra" porque têm "o mar sob controle".
O ocupante da Casa Branca comemorou o fato de que nos últimos dias não encontraram nenhuma embarcação graças a seus ataques na costa venezuelana e minimizou a importância das críticas por matar os tripulantes dos supostos arrastões de drogas, assegurando que cada vez que destroem uma embarcação salvam "a vida de 25.000 americanos".
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, assinou recentemente um decreto declarando estado de comoção externa, uma situação de emergência com excepcionalidades, com vistas à sua entrada em vigor em caso de agressão externa, uma possibilidade que Caracas teme após as últimas declarações públicas de Trump e de outros membros seniores de seu governo.
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