Publicado 23/04/2026 18:16

Trump atribui o atraso nas negociações com o Irã à falta de uma liderança única no país

"Não sabemos com quem negociar", afirma

21 de abril de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, discursa na Sala de Jantar Oficial da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, na terça-feira, 21 de abril de 2026. A Casa Branca está realizando um
Europa Press/Contacto/Daniel Heuer - Pool via CNP

MADRID, 23 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que seu governo não sabe quem é o líder do Irã, o que estaria atrasando as negociações para pôr fim ao conflito, depois que o chefe da Casa Branca decidiu prorrogar a trégua temporária nesta semana, alegando que isso daria tempo para Teerã apresentar uma proposta unificada.

"Eles estão atrasando porque não sabemos com quem negociar", afirmou em declarações à imprensa na Sala Oval da Casa Branca, garantindo que a guerra terminará "em breve".

O presidente afirmou que as autoridades iranianas “sabem quem é o líder” nos Estados Unidos, o que não ocorre no sentido contrário. “Nós não sabemos quem é o líder do Irã”, observou, reiterando sua mensagem desta semana de que o “regime” iraniano está extremamente dividido e fragmentado.

“Lembrem-se da mudança de regime”, disse ele, em alusão à ofensiva surpresa lançada em conjunto com Israel em 28 de fevereiro, na qual morreu o então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, bem como aos ataques posteriores que acabaram com vários altos cargos do país asiático. “Khamenei se foi. Ele se foi, e toda a sua equipe também. Depois chegou um segundo grupo. Todos se foram. E agora temos o terceiro grupo, e eles estão um pouco preocupados em desaparecer também”, afirmou.

Questionado sobre um prazo para o cessar-fogo com o Irã, o presidente dos Estados Unidos se recusou a especificar uma data. “Não me pressionem”, reclamou aos jornalistas presentes. “Não quero me precipitar (...) Quero conseguir o melhor acordo possível. Eu poderia fechar um acordo agora mesmo... mas não quero fazer isso. Quero que seja para sempre”, afirmou.

De qualquer forma, ele voltou a defender que sua decisão de prorrogar a suspensão dos ataques se deve a um pedido externo: “(Nós) suspendemos a guerra antes do previsto porque eles queriam um pouco de paz”, afirmou antes de insistir que Teerã “quer chegar a um acordo” com Washington.

“Temos conversado com eles, mas nem mesmo sabem quem dirige o país. Eles estão mergulhados no caos, no caos, então pensamos em dar-lhes uma oportunidade para que resolvessem parte de sua situação”, reiterou.

Questionado sobre o uso de armas nucleares, o presidente rejeitou essa opção: “Por que eu usaria uma arma nuclear quando já os dizimamos completamente, de forma muito convencional, sem ela? Não, eu não a usaria. Ninguém deveria ter permissão para usar uma arma nuclear jamais.”

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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