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MADRID 9 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira tarifas contra as Filipinas, Argélia, Iraque, Líbia, Sri Lanka, Brunei e Moldávia, no âmbito da guerra comercial que desencadeou há meses e em antecipação à entrada em vigor, em 1º de agosto, das taxas por país.
De acordo com uma postagem no Truth Social, as importações das Filipinas sofrerão uma tarifa de 20% na entrada nos EUA, enquanto as da Moldávia e de Brunei sofrerão uma tarifa de 25%, e as da Líbia, Iraque, Argélia e Sri Lanka sofrerão uma tarifa de 30%.
As tarifas contra essas seis nações seguem a imposição, nos últimos dias, de tarifas de 25% sobre as compras do Japão, Coreia do Sul, Malásia, Cazaquistão e Tunísia; 30% para a África do Sul e Bósnia-Herzegovina; 32% para a Indonésia; 35% para a Sérvia e Bangladesh; 36% para a Tailândia e Camboja; e 40% para a Birmânia e Laos.
Trump disse ontem que não estenderia a implementação efetiva das tarifas específicas de cada país para além de 1º de agosto. Ele ainda não forneceu informações sobre a penalidade à qual as exportações da UE estarão sujeitas.
"Conforme mencionado nas cartas enviadas ontem a vários países, além das cartas a serem enviadas hoje, amanhã e em breve, as TARIFAS COMEÇARÃO A SER PAGAS EM 1º DE AGOSTO DE 2025. Não houve nenhuma alteração nessa data e não haverá mais nenhuma alteração. [Não serão concedidas prorrogações", explicou Trump nas mídias sociais.
Já na coletiva de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros em Washington, ele confirmou que o dia 1º de agosto era inamovível e insistiu que imporia uma sobretaxa de 10% aos membros do BRICS, incluindo China, Rússia, Brasil e Índia, por causa de suas "políticas antiamericanas".
Trump alertou que haverá retaliação se os governos afetados responderem com suas próprias taxas, já que o valor que adotarem será adicionado ao montante já anunciado pelos EUA. Ele também descreveu os déficits comerciais como "insustentáveis" e "sérias ameaças" à segurança nacional e à economia.
Ele também pediu ao mundo que abra seus mercados e remova "barreiras tarifárias, não tarifárias, regulatórias e comerciais" para "talvez" ajustar as tarifas de acordo.
Ao mesmo tempo, ele incentivou as empresas a investirem dentro das fronteiras dos EUA, lembrando-as de que os produtos fabricados lá não estarão sujeitos a tarifas. Se o fizerem, o governo Trump prometeu facilitar a burocracia e acelerar o processamento de dossiês.
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