Publicado 16/07/2026 00:39

Trump anuncia a libertação de uma mulher iraniano-americana detida no Irã como um “gesto de boa vontade” iraniano

O advogado da mulher, identificada como Dena Karari, confirma sua libertação e agradece ao presidente e à Fundação Foley por seus esforços

Archivo - Arquivo - PEQUIM, 20 de abril de 2024  -- Esta foto, tirada em 15 de abril de 2024, mostra o terminal do Aeroporto Internacional de Mehrabad, em Teerã, no Irã. O Irã suspendeu os voos e ativou seu sistema de defesa aérea em várias cidades, segun
Europa Press/Contacto/Sha Dati - Arquivo

MADRID, 16 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que o Irã “libertou” uma mulher de nacionalidade americana detida desde o final de 2024 e que ela já está voltando para os Estados Unidos, o que ele considerou um “gesto de boa vontade” por parte de Teerã em meio às sucessivas ondas de ataques trocados desde a semana passada entre a República Islâmica e as forças mobilizadas por Washington no Oriente Médio.

“O Irã permitiu que uma cidadã americana, que foi detida injustamente em dezembro de 2024 durante a ‘presidência’ de ‘Sleepy’ (sonolento) Joe Biden, deixasse o país”, afirmou nas redes sociais, em consonância com suas alegações de que os resultados eleitorais que levaram o ex-presidente democrata à Casa Branca eram ilegítimos.

Nesse contexto, o magnata republicano, que garantiu que a cidadã americana supostamente libertada “está a salvo fora do Irã e em boas condições”, agradeceu em nome dos Estados Unidos “esse gesto de boa vontade por parte do Irã”.

Trump não indicou se esse agradecimento se traduzirá em algum tipo de aproximação ou redução dos ataques diários que o Exército dos Estados Unidos vem perpetrando contra o Irã nos últimos dias de forma mais intensa, embora a República Islâmica também não tenha confirmado a libertação nem se pronunciado a respeito.

Quem confirmou a libertação foi Jared Genser, advogado da mulher em questão, identificada como Dena Karari, que estaria voltando para os Estados Unidos.

“Tenho enorme prazer em informar que minha cliente, a cidadã americana Dena Karari, que estava presa no Irã desde dezembro de 2024 sob acusações falsas, já está livre”, afirmou ele nas redes sociais, observando que “ela agora está a salvo e está voltando para os Estados Unidos”, após expressar sua gratidão.

Além disso, ele declarou que “isso não teria sido possível sem os esforços extraordinários e incansáveis do presidente Donald Trump”, antes de expressar, em uma publicação divulgada logo em seguida, sua “profunda gratidão à Fundação James Foley (uma ONG que defende a libertação de cidadãos americanos detidos arbitrariamente no exterior), a Diana Foley (fundadora da mesma) e, muito especialmente, a Liz Richards”, diretora de Defesa e Pesquisa sobre Reféns da entidade.

“Liz liderou os esforços na Fundação James Foley para defender a libertação de prisioneiros e reféns de nacionalidade americana (entre outros casos) e, sem esperar agradecimento nem reconhecimento, tem sido uma amiga e companheira incondicional para Dena e nossa equipe em cada etapa do caminho. Sem ela, tenho certeza, este dia não teria sido possível”, elogiou o advogado em uma mensagem na qual, no entanto, ressalta que “é fundamental lembrar que cada vitória é fruto do trabalho em equipe e que inúmeras pessoas, conhecidas e anônimas, trabalham incansavelmente para que isso seja possível”.

Karari, de 53 anos e residente na Califórnia, possui dupla nacionalidade — americana e iraniana — e permanecia detida no Irã desde que seu passaporte foi confiscado enquanto visitava parentes na cidade de Shiraz, no sudoeste do país, em dezembro de 2024, conforme explicou seu próprio advogado ao jornal “The New York Times”.

Acusada de espionagem e proibida de sair do país há mais de um ano, enquanto aguardava julgamento, Karari não foi presa, mas foi interrogada várias vezes pelas autoridades durante o tempo em que ficou retida na República Islâmica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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