Publicado 13/05/2025 13:36

Trump anuncia o fim das sanções à Síria para "dar uma chance" ao novo governo

13 de maio de 2025, Arábia Saudita, Riad: O príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman (à direita) dá as boas-vindas ao presidente dos EUA, Donald Trump, no Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad. Foto: -/Saudi Press Agency/dpa
-/Saudi Press Agency/dpa

Insta o Irã a aceitar o "ramo de oliveira" com negociações para evitar a "pressão máxima".

MADRID, 13 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira que seu governo levantará as sanções impostas à Síria para "dar-lhes uma chance de serem grandes" após a queda do regime de Bashar al-Assad, dentro de uma nova estratégia que incluirá contatos no mais alto nível.

Trump, que analisou a situação no Oriente Médio durante um discurso em um fórum econômico em Riad, confirmou que dará a ordem para remover as sanções e que, nesta semana, seu secretário de Estado, Marco Rubio, realizará uma primeira reunião na Turquia com o ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al Shaibani, sob fortes aplausos dos presentes.

Em termos de política externa, o presidente se apresentou como a antítese da "extrema fraqueza e incompetência generalizada" que ele atribui ao seu antecessor na Casa Branca, Joe Biden, a quem ele acusou de dar asas a regimes como o iraniano enquanto "ria dele".

"Fizeram-no de bobo", disse ele, chegando a repetir slogans como o de que, se ele tivesse permanecido na Casa Branca, o conflito na Ucrânia não teria estourado, nem o Hamas teria ousado lançar os ataques de 7 de outubro de 2023.

O atual governo iniciou um novo processo de diálogo com Teerã e Trump insistiu na terça-feira que deseja chegar a algum tipo de acordo, entre outras coisas, para impedir que o Irã tenha armas atômicas. Ele exortou o Irã a aceitar "o ramo de oliveira", caso contrário será submetido à "pressão máxima" na forma de sanções.

"Agora é a hora de escolher. Não temos muito tempo, tudo está acontecendo muito rápido", advertiu ele durante um discurso no qual alertou sobre a natureza "destrutiva" do regime iraniano também por causa de suas relações com outros grupos na região, incluindo o Hamas, o Hezbollah e os rebeldes Houthi.

"Enquanto os países árabes se concentraram em ser os pilares da estabilidade regional e do comércio global, os líderes do Irã se concentraram em roubar seu povo para financiar o terrorismo e os massacres no exterior. O mais trágico é que eles arrastaram toda a região com eles", lamentou.

Trump, que tem se vangloriado repetidamente dos sucessos na luta contra o terrorismo, disse que os Estados Unidos "não terão piedade" daqueles que tentam prejudicar seus interesses ou prejudicar seus aliados, como teria ficado evidente com os rebeldes Houthi, que "concordaram em parar" os ataques após bombardeios militares.

OS ACORDOS DE ABRAHAM

Por outro lado, o ocupante da Casa Branca reivindicou a importância dos Acordos de Abraão, em virtude dos quais Israel normalizou as relações com vários países árabes, e expressou sua confiança na futura adesão da Arábia Saudita, embora, ao mesmo tempo, tenha ressaltado que o fará "no devido tempo".

Na verdade, ele não poupou elogios à trajetória política e econômica de Riad e à figura de seu príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, um "grande homem". Com ele, na terça-feira, ele assinou um compromisso de investir 600 bilhões de dólares (538,557 bilhões de euros).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado