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MADRID 1 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira um acordo entre sua administração e a Universidade de Harvard, como parte da batalha legal travada pelo prestigioso centro acadêmico de Massachusetts diante dos cortes de financiamento ditados pela Casa Branca, que também tomou medidas similares contra outras universidades por acolherem protestos pró-palestinos.
"Tudo o que eles precisam fazer é colocar no papel", disse Trump à secretária de Educação, Linda McMahon, durante a assinatura no Salão Oval de uma ordem executiva não relacionada a essa questão. "Será ótimo", acrescentou ele, sem mais detalhes, em declarações relatadas pela Bloomberg.
Harvard e Washington estão em desacordo há meses sobre o financiamento federal para a universidade desde que Trump congelou o financiamento para o centro em retaliação à realização de protestos pró-palestinos em seu campus, em uma estratégia que o presidente replicou com outras universidades, como Columbia, Brown e Pennsylvania.
No caso de Harvard, a disputa vem se ampliando à medida que o inquilino da Casa Branca, ao longo dos meses, acrescenta acusações de suposto viés político, vínculos com a China e seu Partido Comunista e a oposição do governo republicano aos programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI).
Em sua última batalha legal, no início de setembro, um juiz decidiu a favor da universidade, concluindo que o governo Trump agiu ilegalmente ao congelar mais de US$ 2 bilhões (mais de 1,7 bilhão de euros) em financiamento de pesquisa para a instituição acadêmica.
Por outro lado, e apesar do acordo alcançado pelo presidente dos EUA, na segunda-feira o Departamento de Saúde declarou que estava submetendo Harvard a um processo de suspensão e desqualificação que a excluiria de possíveis contratos com agências governamentais ou de receber fundos federais. O anúncio foi feito pouco mais de uma semana depois que outra decisão judicial permitiu que a universidade voltasse a receber subsídios federais no valor de US$ 46 milhões (pouco mais de 39 milhões de euros) que haviam sido congelados anteriormente.
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