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MADRID 17 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condicionou a imposição de quaisquer sanções ao petróleo russo ao preço estabelecido pelos mercados mundiais, uma vez que o acordo com o Irã pode restabelecer certa estabilidade.
“Estamos observando até onde o preço do petróleo vai cair. Ele está despencando”, afirmou nesta quarta-feira o presidente Trump durante a cúpula do G7, realizada nos últimos dias na cidade francesa de Évian, segundo reportagem da CNN.
Os preços do petróleo caíram consideravelmente desde que Trump anunciou, no início desta semana, que os Estados Unidos haviam chegado a um acordo com o Irã, embora ainda se mantenham bem acima dos níveis anteriores à guerra.
No início do ano, o governo dos Estados Unidos foi forçado a flexibilizar algumas das sanções ao petróleo russo, após a crise energética provocada pela guerra que lançou, juntamente com Israel, contra o Irã. Essas medidas excepcionais expiram no final desta semana.
Durante esta cúpula do G7, foi divulgado um novo comunicado reiterando o “apoio inabalável” à Ucrânia durante o conflito, bem como a necessidade de continuar pressionando a Rússia por meio de sanções, inclusive contra seu petróleo e gás.
No entanto, Trump evitou se pronunciar sobre a falta de interesse em chegar a um acordo de paz, que seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski, atribui ao presidente russo, Vladimir Putin. “Não quero fazer comentários a esse respeito porque estou tentando resolver a questão, e isso não facilita as coisas”, afirmou.
Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos confirmou que estão analisando a proposta apresentada pela Ucrânia para receber as licenças necessárias para poder fabricar em seu território os tão esperados mísseis Patriot.
“Eles gostariam de poder fazer isso. Vamos analisar isso”, disse o presidente dos Estados Unidos, um dia depois de Zelenski ter se mostrado otimista diante da imprensa a respeito desse assunto. “Trump apoia essa ideia (...) Espero que, quando ele der uma resposta positiva, isso signifique ‘sim’”, disse o líder ucraniano.
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