Ameer Al-Mohammedawi/dpa - Arquivo
MADRID 27 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta terça-feira retirar a ajuda do seu país ao Iraque se o ex-primeiro-ministro Nuri al Maliki (2006-2014) voltar ao poder, depois que a coalizão xiita Marco de Coordenação o indicou para retornar ao poder como chefe do governo.
“Ouvi dizer que o grande país do Iraque poderia tomar uma decisão muito ruim ao reinstalar Nuri al Maliki como primeiro-ministro. A última vez que ele esteve no poder, o país mergulhou na pobreza e no caos total. Isso não deve acontecer novamente”, afirmou ele em uma mensagem publicada nas redes sociais. Trump sustentou que, se Al Maliki for eleito, Washington deixará de ajudar Bagdá, apontando para “suas políticas e ideologias descabidas”. “E se não estivermos lá para ajudar, o Iraque não terá nenhuma chance de sucesso, prosperidade ou liberdade. Vamos tornar o Iraque grande novamente", afirmou. O PARLAMENTO ADIA A SESSÃO PARA ESCOLHER O PRESIDENTE DO PAÍS Durante o dia, estava previsto que os deputados iraquianos elegessem o novo presidente do país e que, na sessão, o futuro chefe de Estado encarregasse Al Maliki de formar o próximo governo.
No entanto, o presidente do Parlamento, Haibat al Halbusi, adiou a sessão para permitir mais consultas entre os partidos curdos — o Partido Democrático do Curdistão (KDP) e a União Patriótica do Curdistão (PUK) — para chegar a um acordo sobre um candidato, segundo informa a agência de notícias INA.
No Iraque, vigora um acordo de cotas sectárias desde a invasão americana de 2003, que estabelece que o presidente do Parlamento deve ser membro da comunidade sunita, enquanto o primeiro-ministro deve ser xiita e o presidente do país deve ser curdo.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático