Publicado 10/06/2026 13:19

Trump ameaça atacar o Irã novamente e insta o país a assinar um acordo sem mais demoras

9 de junho de 2026, Chippewa Falls, Wisconsin, Estados Unidos da América: O presidente dos EUA, Donald Trump, ouve atentamente durante uma mesa redonda com agricultores na Custer Farms, em 5 de junho de 2026, em Chippewa Falls, Wisconsin. Sentados, da esq
Europa Press/Contacto/Joyce N. Boghosian/White Hou

MADRID 10 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quarta-feira atacar novamente o Irã, insistindo que Teerã deve assinar, sem mais demoras, o acordo que vem sendo negociado há semanas e que, segundo ele, já está praticamente fechado.

“Ontem, nós os atingimos com força e vamos atingi-los com força novamente hoje”, afirmou o presidente americano em declarações à imprensa a partir do Salão Oval, nas quais ele fez um balanço dos últimos acontecimentos no Irã, após a troca de ataques dos últimos dias entre os Estados Unidos e o Irã, represálias que se tornaram a maior escalada do conflito desde abril.

“Venho trabalhando nisso há vários meses e eles deveriam assinar o acordo. É um bom acordo. Na verdade, ele não lhes dá o direito de ter armas nucleares; pelo contrário, proíbe totalmente que tenham armas nucleares", indicou Trump, ressaltando que o objetivo das negociações é "muito simples": o Irã "não pode ter uma arma nuclear, e não a terá", algo que, segundo o presidente dos Estados Unidos, Teerã já aceitou.

Assim sendo, o morador da Casa Branca criticou as manobras dilatórias da República Islâmica após sinalizar que o acordo “está totalmente negociado” e agora só falta selá-lo.

“Temos um acordo totalmente negociado. Mas eles continuam nos enrolando. E eu disse: 'Tudo bem, vamos dar a eles mais algumas oportunidades', porque é um documento importante", afirmou.

Nesse ponto, Trump defendeu que o documento que seu governo está negociando tem “consequências reais”, ao contrário, como ele ressaltou, do acordo negociado pelo ex-presidente Barack Obama há uma década. "Foi um dos piores e mais absurdos documentos que já vi", disse ele sobre o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês).

Os novos confrontos entre Washington e Teerã ocorrem paralelamente à “ reta final” das conversas com o país asiático para um acordo de paz que encerre o conflito no Oriente Médio, conforme Trump vem insistindo há semanas, sem que as negociações tenham sido concluídas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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