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MADRID 17 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que ordenará o bombardeio do Irã caso não se chegue a um acordo com as autoridades iranianas dentro do prazo de 60 dias estipulado para tal a partir da assinatura do memorando de entendimento.
“É um memorando de entendimento. Se não for assinado em 60 dias, não há problema. Voltaremos a bombardear. Não quero fazer isso porque é muito bom, mas talvez tenhamos que fazê-lo porque nunca permitiremos que eles tenham uma arma nuclear”, afirmou ele em uma coletiva de imprensa na cidade francesa de Évian, onde ocorre esta semana uma cúpula dos líderes do G7.
O presidente dos Estados Unidos reiterou, mais uma vez, que o governo do Irã concordou em renunciar à posse e ao desenvolvimento de armas nucleares, o que “fica muito claro no acordo” alcançado há alguns dias. “Se eles não cumprirem, provavelmente voltaremos a bombardeá-los até que cumpram”, insistiu, após se elogiar por ser o presidente “mais duro” com o país asiático de toda a história.
As autoridades iranianas “trabalharão em estreita colaboração conosco para remover o chamado material enriquecido que se encontra nas profundezas da terra”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, que voltou a ameaçar atacar o Irã “com mísseis Patriot” “se tentarem acessar” o urânio.
As partes confirmaram que na sexta-feira será realizada na Suíça uma cerimônia para a assinatura do memorando de entendimento, após o qual será iniciado um processo de 60 dias para negociar os detalhes de um acordo de paz definitivo, em meio a advertências do Irã sobre os ataques de Israel ao Líbano, que o país considera uma violação do que foi acordado com Washington.
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