Europa Press/Contacto/Shawn Thew - Pool via CNP
MADRID 12 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter “posto fim” nesta quinta-feira à guerra com o Irã, desencadeada após a ofensiva lançada por Washington e Israel contra Teerã no último dia 28 de fevereiro, apesar de, até o momento, não haver qualquer comunicado da República Islâmica que confirme isso.
“Hoje pusemos fim à guerra com o Irã e eles aceitaram nunca fabricar armas nucleares”, afirmou o inquilino da Casa Branca durante uma intervenção por telefone em apoio ao candidato a governador da Geórgia, Burt Jones.
Nela, o chefe do Executivo norte-americano destacou que a questão nuclear foi um elemento sobre o qual Washington insistiu “muito”, na medida em que o fato de Teerã não voltar a fabricar armas nucleares, ressaltou ele, era “o objetivo principal” e “95% de tudo”.
Essa declaração do magnata republicano ocorre logo após o anúncio da suspensão dos ataques programados para a madrugada desta sexta-feira contra o Irã, no que teria sido o terceiro dia consecutivo de agressões contra o país asiático.
"Dado que foram realizadas conversas com o Irã ao mais alto nível da liderança iraniana, eu, como presidente dos Estados Unidos, cancelei os ataques e bombardeios programados contra o Irã esta noite", anunciou em uma mensagem divulgada nas redes sociais, após afirmar que todas as partes aprovaram os "pontos finais" do acordo para pôr fim ao conflito.
Por outro lado, o Irã, que até o momento não se pronunciou sobre este último anúncio de Trump, limitou-se a esclarecer que “assim que” as autoridades “competentes” chegarem a uma conclusão sobre as negociações, elas o anunciarão.
"Até o momento, não chegamos a uma conclusão definitiva sobre este assunto. Trata-se de uma questão muito importante que está sendo analisada pelas instituições competentes, e assim que chegarmos a uma conclusão, comunicaremos a vocês”, insistiu o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, em declarações divulgadas pela agência de notícias IRNA, precisando que o farão com “total transparência”.
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