Europa Press/Contacto/Lian Yi
MADRID 23 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que “tem o direito” de continuar dirigindo o Conselho de Paz de Gaza — o órgão governamental que ele mesmo impulsionou para o enclave palestino — além de seu segundo mandato na Casa Branca e, inclusive, “para o resto da vida”.
“Tenho o direito de ser, se quiser”, respondeu ele quando questionado a bordo do Air Force One sobre se considera presidir o órgão de transição de Gaza projetado por seu Executivo, mesmo quando os anos da 47ª Administração americana chegarem ao fim.
Em seguida, argumentou que ainda tem que decidir, mas que “eles (não especificou quem) gostariam” que ele continuasse no comando do Conselho. “Em teoria, é vitalício, mas não tenho certeza se quero isso”, afirmou em seguida.
O órgão criado por seu projeto para o futuro da Faixa de Gaza “fará um ótimo trabalho” com o enclave “e talvez com outras coisas”, alegou. “Poderia ir além de Gaza e trabalhar em relação às Nações Unidas, que sempre disse terem um grande potencial”, defendeu.
“Acho que trabalhar com o Conselho de Paz será positivo para as Nações Unidas”, defendeu Trump, que horas antes havia esboçado no Fórum Econômico Mundial de Davos que ambas as entidades poderiam se “combinar”, bem como que o Conselho poderá, após Gaza, se expandir para ter um alcance global.
Nos dias anteriores, Trump já havia sugerido que o órgão que ele mesmo impulsionou poderia substituir a ONU, apesar de esta ter negado qualquer preocupação a respeito e ter apontado que o Conselho “continua amorfo” em relação às suas funções.
No entanto, o inquilino da Casa Branca admitiu não ter “falado com eles” e insistiu, como em ocasiões anteriores, que “eles não estiveram à altura”, aludindo desta vez às “oito guerras” que afirma ter resolvido.
Trump se vangloria de ter posto fim a conflitos como o do leste da República Democrática do Congo, o da Armênia e do Azerbaijão, o do Camboja e da Tailândia ou o que eclodiu no ano passado entre a Índia e o Paquistão, embora alguns continuem ocorrendo, como no caso do país africano, ou tenham terminado por meio de conversas diretas entre os beligerantes, como afirmam tanto Nova Délhi quanto Islamabad. No Oriente Médio, Israel continua atacando Gaza quase diariamente, apesar do cessar-fogo em vigor, enquanto o Exército israelense denuncia incursões contra suas posições no enclave palestino. A criação do órgão faz parte da proposta dos Estados Unidos para o futuro de Gaza após o conflito. A aplicação da primeira fase da mesma teve início em outubro de 2025, após um acordo entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), e trouxe consigo uma trégua, enquanto o próprio Trump anunciou na semana passada o início da segunda fase, sem mais detalhes por enquanto.
As autoridades de Gaza, controladas pelo Hamas, denunciaram até o momento 477 mortos e 1.301 feridos desde o início do cessar-fogo, enquanto o número total de vítimas da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 chega a mais de 71.562 mortos e 171.379 feridos.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático