Europa Press/Contacto/Samuel Corum - Pool via CNP
MADRID 6 mar. (EUROPA PRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que quer “entrar e limpar tudo” no governo do Irã e garantiu ter em mente “algumas pessoas que fariam um bom trabalho” e cuja situação, apesar de não ter dado nomes, estaria “vigilando”, no âmbito de uma ofensiva conjunta com Israel contra o país da Ásia Central que, segundo o próprio inquilino da Casa Branca, teria acabado com a maioria dos candidatos à sucessão do líder supremo iraniano Alí Jamenei, morto em um dos ataques. “Queremos entrar e limpar tudo”, declarou o presidente americano em entrevista por telefone à rede americana NBC News. “Não queremos alguém que reconstrua em um período de dez anos”, acrescentou. Nesse sentido, ele garantiu ter uma série de candidatos para dirigir o país. “Queremos que eles tenham um bom líder. Temos algumas pessoas que acredito que fariam um bom trabalho”, disse ele, recusando-se a nomear ninguém em uma entrevista na qual também não há qualquer menção a uma possível realização de eleições.
No contexto da guerra, o inquilino da Casa Branca respondeu às declarações feitas nesta quinta-feira pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, que em entrevista à própria NBC garantiu que a República Islâmica está preparada para “neutralizar uma operação terrestre” por parte dos Estados Unidos e de Israel.
Nesse contexto, Trump descartou suas palavras como “comentário inútil”, alegando que uma invasão terrestre seria “uma perda de tempo”. “Eles perderam tudo. Perderam a sua Marinha”, argumentou no mesmo dia em que o Exército dos Estados Unidos afirmou ter destruído cerca de trinta navios iranianos. Embora seja invulgar que o presidente de um país fale tão abertamente sobre a escolha do chefe de Estado de outro, também não seria a primeira vez que os Estados Unidos intervêm a um nível tão alto na política iraniana: embora já existisse um conhecimento informal considerável sobre o assunto, a CIA desclassificou em 2013 um documento que comprovava o papel da agência de inteligência americana no golpe de Estado que derrubou o ex-primeiro-ministro iraniano Mohamed Mossadeq em 1953, apenas dois anos após ter sido eleito democraticamente.
Mossadeq venceu as eleições realizadas no país em 1951 e nacionalizou a indústria petrolífera nacional, que estava sob controle britânico desde 1913 por meio da Anglo-Persian Oil Company (APOC), posteriormente renomeada como British Petroleum (BP). Sua decisão foi um duro golpe para o Reino Unido e os Estados Unidos, que consideraram que isso significaria uma aproximação do Irã ao bloco soviético.
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