Marek Ladzinski / Zuma Press / Europa Press / Cont
MADRID, 29 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as reuniões que manteve nesta terça-feira com seu homólogo da Ucrânia, Volodimir Zelenski, bem como com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington, correram “muito bem”, e, em seguida, observou que “muitos assuntos” foram discutidos nessas reuniões.
“O primeiro-ministro de Israel, Bibi Netanyahu, juntamente comigo e com representantes, tivemos uma reunião muito satisfatória”, indicou o morador da Casa Branca em uma mensagem publicada em sua rede social, na qual acrescentou que “como é lógico, foram abordados muitos assuntos importantes”.
Sem dar mais detalhes a esse respeito — o que esteve em sintonia com a postura de todo o governo dos Estados Unidos, que anteriormente se limitara a divulgar, por meio da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que a reunião, juntamente com a de Zelenski, havia sido “positiva e produtiva”.
Mais extensas foram as declarações de Netanyahu sobre esse mesmo encontro, que ele classificou como “excelente”, ao afirmar ter mantido “uma das melhores conversas” com um presidente dos Estados Unidos.
O líder israelense foi além, comparando sua relação com o magnata republicano a um “muro de granito”, ao mesmo tempo em que insistiu que ambos compartilham um “objetivo comum”: que o “regime fanático de Teerã não disponha de armas nucleares com as quais ameace todos os americanos, a paz mundial e a existência de Israel”.
“Temos um objetivo comum e vamos alcançá-lo, seja pela via diplomática ou por outros meios”, afirmou Netanyahu em entrevista à rede Fox.
ZELENSKI E SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA
Se as palavras de Trump foram sucintas em relação à sua reunião com Netanyahu, o mesmo valeu para o encontro realizado nesta mesma terça-feira com Zelenski.
Afirmando que foi uma “grande honra” realizar uma reunião com o presidente ucraniano, o chefe da Casa Branca destacou que “muitos assuntos” foram abordados e que a reunião transcorreu “muito bem”.
Sobre esse encontro, Zelenski destacou que ambos conversaram sobre “as licenças para a produção de mísseis interceptadores Patriot e várias outras ideias que poderiam ajudar”, além da importância de “revitalizar a diplomacia” em meio às negociações que estão suspensas com a Rússia.
“Queremos pôr fim a esta guerra. Trump quer isso, os europeus querem, mas Putin não quer”, afirmou pouco depois o presidente ucraniano em uma entrevista à rede Fox, na qual defendeu que a guerra seja interrompida com o objetivo de “negociar um cessar-fogo por um tempo e dar aos diplomatas a oportunidade de negociar”.
No entanto, ele insistiu que “o problema” é que “Putin não quer”, razão pela qual considerou necessário “responder, ser firme e ser forte”. Tudo isso, ressaltando a importância das sanções com as quais, enfatizou, a Ucrânia “conta”.
Nesse sentido, Zelenski destacou o projeto de lei, impulsionado especialmente pelo senador republicano Lindsey Graham, falecido recentemente, que prevê a aprovação de novas sanções contra a Rússia.
O projeto foi votado nesta terça-feira pelo Senado, que registrou 86 votos a favor e 12 contra. No entanto, esse resultado não significa a aprovação definitiva das sanções, mas apenas permite que o projeto siga seu tramite legislativo.
Especificamente, a iniciativa inclui sanções contra autoridades russas, oligarcas, seus familiares e outras pessoas que apoiem a Rússia contra a Ucrânia, bem como contra bancos, instituições financeiras e a chamada “frota fantasma” russa, conforme explica o site de notícias The Hill.
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