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MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que a Rússia deve chegar a um acordo para pôr fim à guerra na Ucrânia, alegando que tanto o Exército russo quanto o ucraniano registram muitas baixas a cada mês, e após comparar o conflito com a Segunda Guerra Mundial.
"A Rússia deveria chegar a um acordo. A Rússia perdeu um número enorme de pessoas, e a Ucrânia também. No mês passado, entre os dois países, perderam 35 mil soldados. Isso ocorre mês após mês”, afirmou o líder norte-americano em declarações ao lado do emir do Catar, Tamim bin Hamad al Thani, à margem da cúpula do G7, que está sendo realizada em Évian, na França, onde se reunirá com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.
Trump ressaltou que a guerra na Ucrânia está causando muitas vítimas, “na maioria jovens e belos soldados”. “É uma loucura o que está acontecendo lá”, enfatizou, para ressaltar que “nada parecido aconteceu desde a Segunda Guerra Mundial”.
Sem entrar em mais detalhes sobre sua recente ligação com o presidente russo, Vladimir Putin, o chefe da Casa Branca indicou que o líder russo transmitiu sua intenção de continuar a guerra. “Falei com o presidente Putin no domingo e é mais ou menos a mesma coisa. Eles continuam lutando, continuam perdendo soldados. Estão perdendo muitos soldados”, detalhou.
Trump reconheceu que essa guerra é uma das que mais está dificultando sua mediação, pois há “muito ressentimento” entre os líderes ucraniano e russo. “Farei tudo o que puder. Se se recusarem a avançar ao lado de seu povo, bem, estamos conversando com eles sobre isso e veremos o que acontece”, indicou, após ressaltar que concentrará sua atenção na situação na Ucrânia após ter alcançado o acordo com o Irã para cessar as hostilidades, lançado no último dia 28 de fevereiro em conjunto com Israel.
De 15 a 17 de junho, a cidade balneária de Évian, às margens do Lago Lemano, recebe o encontro dos líderes das principais potências, para o qual o presidente dos Estados Unidos chega após o acordo preliminar com o Irã para a cessação das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto a guerra na Ucrânia volta a ser o centro das atenções após a intensificação dos ataques russos e a iniciativa de Zelenski de ter um encontro cara a cara com Putin.
Nesse contexto, o presidente ucraniano revelou que propôs aos seus parceiros que convidassem Putin para a cúpula do G7, aproveitando a presença de todas as partes interessadas em participar de uma eventual negociação.
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