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MADRID, 15 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que o estratégico estreito de Ormuz será reaberto após a assinatura do acordo de paz com o Irã, prevista na Suíça para esta próxima sexta-feira, 19 de junho, minutos depois de ter anunciado que Washington e Teerã chegaram a um acordo provisório com o objetivo de pôr fim ao conflito desencadeado no Oriente Médio na sequência da ofensiva conjunta lançada pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica em 28 de fevereiro.
“Com a abertura do estreito após a assinatura do acordo na sexta-feira, com o objetivo de remover as minas, o petróleo voltará a fluir por ambas as extremidades para a região e para o mundo!”, destacou o morador da Casa Branca em uma mensagem publicada em sua rede social.
Em relação ao referido acordo, o magnata republicano previu que o mesmo trará “paz e segurança para toda a região”, após o que se gabou de ser o presidente dos Estados Unidos que “pela primeira vez” conseguiu “ajudar” o Oriente Médio a “alcançar uma paz verdadeira”.
"Muitos presidentes tentaram alcançar a paz com o Irã e todos fracassaram antes de mim", gabou-se Trump, reivindicando o acordo como um "grande acordo".
Por sua vez, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que se referiu à notícia como “uma vitória muito, muito grande”, endossou as palavras do chefe do Executivo americano, nas quais ele mencionava o levantamento imediato do bloqueio do estreito de Ormuz imposto pelas forças militares de seu país.
Por sua vez, em declarações à rede Fox, ele destacou que, com o acordo, se garante que Teerã “nunca terá uma arma nuclear” e que, além disso, “também não a adquirirá nem tentará comprá-la”, pois isso “está incorporado no acordo”.
“Se os iranianos cumprirem este acordo, ele transformará fundamentalmente o Oriente Médio nos próximos 50 anos e porá fim à guerra”, defendeu Vance, alertando que o cumprimento do pactuado entre as partes será verificado.
Por outro lado, o vice-presidente norte-americano manifestou sua intenção de participar da cerimônia oficial de assinatura do texto, que ocorrerá na Suíça em 19 de junho, embora sem descartar a possibilidade de que o próprio Trump compareça ao evento.
“Ainda estamos definindo os detalhes logísticos sobre quem participará dessa cerimônia de assinatura”, precisou o alto funcionário norte-americano, acrescentando que “é possível que o próprio presidente também esteja presente”.
Este acordo provisório de paz foi confirmado pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, que afirmou que o acordo traz consigo um “cessar-fogo imediato e permanente” a partir desta noite e que inclui o Líbano. “Este memorando de entendimento não significa que confiamos no inimigo. Ele foi redigido apesar da falta de confiança”, explicou, segundo a mídia iraniana.
Além disso, Gharibabadi indicou que, com vistas aos 60 dias de negociações previstos entre as partes, serão abordados o “fim” de “todas as sanções e resoluções do Conselho de Segurança”, a questão nuclear, a definição do “mecanismo definitivo” para a “reconstrução” do Irã e o estabelecimento de um “mecanismo de cumprimento” para supervisionar as obrigações das partes.
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