Publicado 01/05/2026 23:38

Trump afirma que os EUA poderiam assumir o controle de Cuba “quase imediatamente”

30 de abril de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, responde a perguntas após assinar uma série de decretos no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, na quinta-feira, 30 de abril de 202
Europa Press/Contacto/Aaron Schwartz - Pool via CN

MADRID 2 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aludiu ironicamente à possibilidade de seu país “assumir o controle” de Cuba em um futuro próximo, sugerindo até mesmo uma hipotética intervenção militar após a conclusão de uma operação no Irã.

Durante um evento público, Trump mencionou um membro da plateia originário da ilha caribenha e afirmou: “E ele é originário de um lugar chamado Cuba, que vamos tomar quase imediatamente”, em um comentário que provocou risadas entre os presentes.

O presidente continuou seu discurso vinculando essa suposta ação à sua política externa no Oriente Médio. “Vamos acabar com uma primeiro, gosto de terminar o trabalho”, acrescentou, referindo-se ao conflito com o Irã.

Na mesma linha, o inquilino da Casa Branca descreveu, em tom descontraído, o envio de forças americanas para a região: “Ao voltar do Irã, faremos com que um dos nossos grandes navios, talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo, se aproxime, pare a cerca de 100 metros da costa e nos digam: ‘Muito obrigado, nos rendemos’”, em alusão a uma eventual e suposta resposta das autoridades cubanas.

O magnata nova-iorquino proferiu essas palavras com uma atitude aparentemente jocosa, enquanto parte do público reagia com risadas.

Esses comentários ocorreram após a emissão — nesta mesma sexta-feira — de uma ordem executiva destinada a reforçar as sanções dos Estados Unidos contra o governo de Cuba, bem como contra pessoas, entidades e redes financeiras ligadas ao regime ou que mantenham relações com atores já sancionados.

Washington justificou a decisão alegando que o governo cubano representa uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos devido às suas ligações com países e organizações consideradas hostis, bem como pelo seu papel na repressão interna e na instabilidade regional. Além disso, acusou Havana de abrigar atividades de inteligência estrangeira e de manter relações com atores como o Irã ou o partido-milícia xiita libanês Hezbollah.

Por sua vez, o governo de Cuba rejeitou as novas sanções e as classificou como medidas “coercitivas” e “ilegais”. A esse respeito, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, garantiu que essas ações não terão efeito dissuasivo sobre o país. “Não vão nos intimidar”, afirmou em resposta à nova ofensiva de Washington.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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