Publicado 11/09/2026 12:21

Trump afirma que os EUA não esquecerão as vítimas do 11 de setembro e relaciona a ofensiva no Irã à guerra contra o terrorismo

2 de setembro de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, faz um discurso ao receber legisladores republicanos para um “churrasco de fim de verão” no Jardim das Rosas da Casa Branca, em Washington, DC,
Samuel Corum - Pool via CNP / Zuma Press / Europa

MADRID 11 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou nesta sexta-feira que o país não esquecerá as vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 perpetrados pela Al Qaeda, durante as comemorações do 25º aniversário, marcadas pela guerra que trava contra o Irã, associando a ofensiva no país asiático à guerra contra o terrorismo iniciada por Washington após os ataques.

“Hoje renovamos o juramento sagrado que fizemos pela primeira vez em nome delas há um quarto de século. Nunca, jamais, esqueceremos. É por isso que lutamos hoje”, afirmou o líder norte-americano em um discurso no Pentágono, onde participou das homenagens aos que perderam a vida no 11 de setembro naquela instituição.

Trump assegurou que os Estados Unidos “não têm outra escolha” a não ser lutar. “Só pode haver uma coisa: a vitória”, enfatizou, referindo-se ao fato de que a “guerra contra o terrorismo” iniciada pelo então presidente George W. Bush continua em andamento no Irã.

“Prestamos homenagem aos nossos socorristas e às forças de segurança, e os amamos. E prestamos homenagem aos membros das Forças Armadas que estão trabalhando neste exato momento para garantir que o principal patrocinador do terrorismo no mundo, a República Islâmica do Irã, nunca, jamais, tenha uma arma nuclear”, defendeu, em referência à atual ofensiva americana.

O presidente traçou, assim, um paralelo, ao destacar que, assim como no 11 de setembro, “neste exato momento estamos descobrindo do que somos feitos”, enfatizando que os americanos devem ser “fortes e inteligentes”.

DEFENDE A RESPOSTA DADA AO 11 DE SETEMBRO

Da sede do Departamento de Defesa, o presidente dos Estados Unidos ressaltou que as vítimas do 11 de setembro “nunca serão esquecidas” e reivindicou a resposta unida que o país deu diante do ataque terrorista que deixou quase 3.000 mortos em solo norte-americano.

“Naquele dia, todos nós éramos nova-iorquinos, cada um de nós. Mas também éramos todos americanos. Éramos uma única família”, afirmou, após destacar que o patriotismo surgiu como uma resposta ao brutal ataque da Al Qaeda. “O inimigo podia destruir o que as mãos americanas haviam construído, mas não podia tocar na luta, no fogo e no amor que havia em nossos grandes corações americanos”, resumiu.

Após uma cerimônia que relembrou os nomes dos 184 militares mortos no Pentágono, o morador da Casa Branca observou que as futuras gerações verão como “uma nação livre e inabalável” reagiu diante do mal, ressaltando que “nenhuma época apagará da memória do tempo” os “heróis” daquele dia.

HEGSETH: “A LUTA CONTRA O MAL CONTINUA AGORA”

Da mesma forma, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, dedicou algumas palavras para reconhecer a coragem dos militares e civis que enfrentaram o terrível ataque. “Foi um dos dias mais sombrios da história dos Estados Unidos, mas o mal não teve a última palavra. Nunca teve e nunca terá. 25 anos depois, os Estados Unidos estão mais fortes do que nunca”, argumentou.

“Muitos americanos desconheciam a ameaça islâmica que enfrentávamos. Há 25 anos, nesta mesma hora, já não era assim, porque a história não havia terminado. A luta contra o mal continuou e continua até hoje”, afirmou.

Nesse ponto, e ressaltando que esse é o “preço da liberdade”, Hegseth associou a guerra contra o terrorismo à ofensiva lançada contra o Irã. “Nossos guerreiros combatem uma teocracia islâmica que deseja nossa morte há quase meio século, que comemorou o 11 de setembro, um regime que patrocinou ataques terroristas contra os americanos durante décadas, matando milhares de pessoas, incluindo nossos companheiros de armas no Iraque e no Afeganistão”, afirmou, referindo-se a Teerã.

Dessa forma, ele defendeu a ofensiva, insistindo que o Exército dos Estados Unidos “conseguiu matar seus líderes, destruiu sua força aérea e sua Marinha jaz no fundo do mar”. “Suas defesas desapareceram e continuamos mandando os terroristas para onde eles pertencem: para o inferno; e os petroleiros, para o fundo do oceano, onde pertencem”, ressaltou o chefe do Pentágono.

Hegseth destacou, assim, que Washington está, por meio dessa guerra, garantindo que o Irã “nunca tenha uma arma nuclear”. “A pressão econômica se intensifica a cada dia. Controlamos o estreito. Vamos encerrar essa luta”, sublinhou ele em uma intervenção repleta de referências à atual campanha militar.

As comemorações do 25º aniversário do 11 de setembro foram marcadas por eventos paralelos que ocorreram nos Estados Unidos, pois enquanto Trump e a alta cúpula do Exército estavam no Pentágono, o Ground Zero do ataque, onde ficavam as Torres Gêmeas, recebeu a tradicional homenagem à qual compareceram todos os ex-presidentes vivos: Joe Biden, Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton, em uma cerimônia muito austera na qual nenhum deles fez discurso.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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