Samuel Corum - Pool via CNP / Zuma Press / Europa
MADRID 11 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou nesta sexta-feira que o país não esquecerá as vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 perpetrados pela Al Qaeda, durante as comemorações do 25º aniversário, marcadas pela guerra que trava contra o Irã, associando a ofensiva no país asiático à guerra contra o terrorismo iniciada por Washington após os ataques.
“Hoje renovamos o juramento sagrado que fizemos pela primeira vez em nome delas há um quarto de século. Nunca, jamais, esqueceremos. É por isso que lutamos hoje”, afirmou o líder norte-americano em um discurso no Pentágono, onde participou das homenagens aos que perderam a vida no 11 de setembro naquela instituição.
Trump assegurou que os Estados Unidos “não têm outra escolha” a não ser lutar. “Só pode haver uma coisa: a vitória”, enfatizou, referindo-se ao fato de que a “guerra contra o terrorismo” iniciada pelo então presidente George W. Bush continua em andamento no Irã.
“Prestamos homenagem aos nossos socorristas e às forças de segurança, e os amamos. E prestamos homenagem aos membros das Forças Armadas que estão trabalhando neste exato momento para garantir que o principal patrocinador do terrorismo no mundo, a República Islâmica do Irã, nunca, jamais, tenha uma arma nuclear”, defendeu, em referência à atual ofensiva americana.
O presidente traçou, assim, um paralelo, ao destacar que, assim como no 11 de setembro, “neste exato momento estamos descobrindo do que somos feitos”, enfatizando que os americanos devem ser “fortes e inteligentes”.
DEFENDE A RESPOSTA DADA AO 11 DE SETEMBRO
Da sede do Departamento de Defesa, o presidente dos Estados Unidos ressaltou que as vítimas do 11 de setembro “nunca serão esquecidas” e reivindicou a resposta unida que o país deu diante do ataque terrorista que deixou quase 3.000 mortos em solo norte-americano.
“Naquele dia, todos nós éramos nova-iorquinos, cada um de nós. Mas também éramos todos americanos. Éramos uma única família”, afirmou, após destacar que o patriotismo surgiu como uma resposta ao brutal ataque da Al Qaeda. “O inimigo podia destruir o que as mãos americanas haviam construído, mas não podia tocar na luta, no fogo e no amor que havia em nossos grandes corações americanos”, resumiu.
Após uma cerimônia que relembrou os nomes dos 184 militares mortos no Pentágono, o morador da Casa Branca observou que as futuras gerações verão como “uma nação livre e inabalável” reagiu diante do mal, ressaltando que “nenhuma época apagará da memória do tempo” os “heróis” daquele dia.
HEGSETH: “A LUTA CONTRA O MAL CONTINUA AGORA”
Da mesma forma, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, dedicou algumas palavras para reconhecer a coragem dos militares e civis que enfrentaram o terrível ataque. “Foi um dos dias mais sombrios da história dos Estados Unidos, mas o mal não teve a última palavra. Nunca teve e nunca terá. 25 anos depois, os Estados Unidos estão mais fortes do que nunca”, argumentou.
“Muitos americanos desconheciam a ameaça islâmica que enfrentávamos. Há 25 anos, nesta mesma hora, já não era assim, porque a história não havia terminado. A luta contra o mal continuou e continua até hoje”, afirmou.
Nesse ponto, e ressaltando que esse é o “preço da liberdade”, Hegseth associou a guerra contra o terrorismo à ofensiva lançada contra o Irã. “Nossos guerreiros combatem uma teocracia islâmica que deseja nossa morte há quase meio século, que comemorou o 11 de setembro, um regime que patrocinou ataques terroristas contra os americanos durante décadas, matando milhares de pessoas, incluindo nossos companheiros de armas no Iraque e no Afeganistão”, afirmou, referindo-se a Teerã.
Dessa forma, ele defendeu a ofensiva, insistindo que o Exército dos Estados Unidos “conseguiu matar seus líderes, destruiu sua força aérea e sua Marinha jaz no fundo do mar”. “Suas defesas desapareceram e continuamos mandando os terroristas para onde eles pertencem: para o inferno; e os petroleiros, para o fundo do oceano, onde pertencem”, ressaltou o chefe do Pentágono.
Hegseth destacou, assim, que Washington está, por meio dessa guerra, garantindo que o Irã “nunca tenha uma arma nuclear”. “A pressão econômica se intensifica a cada dia. Controlamos o estreito. Vamos encerrar essa luta”, sublinhou ele em uma intervenção repleta de referências à atual campanha militar.
As comemorações do 25º aniversário do 11 de setembro foram marcadas por eventos paralelos que ocorreram nos Estados Unidos, pois enquanto Trump e a alta cúpula do Exército estavam no Pentágono, o Ground Zero do ataque, onde ficavam as Torres Gêmeas, recebeu a tradicional homenagem à qual compareceram todos os ex-presidentes vivos: Joe Biden, Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton, em uma cerimônia muito austera na qual nenhum deles fez discurso.
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