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MADRID 13 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que o Exército norte-americano está assumindo o controle do Estreito de Ormuz, em meio ao recrudescimento das tensões, enquanto as autoridades do Irã confirmaram o fechamento da estratégica rota marítima após o anúncio feito pela Guarda Revolucionária neste domingo.
“Estamos assumindo o controle do estreito. Eles não têm mais nada”, afirmou o presidente dos Estados Unidos em declarações à rede Fox News, nas quais se referiu a extensas negociações nos últimos dias para pôr fim às tensões na região e que, segundo o chefe da Casa Branca, fracassaram devido a novas exigências de Teerã.
Segundo Trump, os líderes iranianos mantiveram negociações com Washington por onze horas, nas quais “tudo foi acordado”, mas depois começaram a exigir mudanças. Por tudo isso, ele justificou os últimos ataques americanos na região, enfatizando que a República Islâmica está levando uma “surra” na guerra, uma vez que considerou rompida a trégua que Washington e Teerã mantinham em virtude do pré-acordo assinado em junho.
Em meio a essa troca de acusações, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, entidade criada por Teerã para a gestão do tráfego marítimo, confirmou que a passagem está fechada “devido às recentes ações hostis das forças americanas”.
“A passagem pelo Estreito de Ormuz está, atualmente, inviável. Assim que a estabilidade e a calma forem restabelecidas, todos os pedidos serão analisados de acordo com o cronograma previsto e o processo de concessão de autorizações será retomado”, afirmou a entidade iraniana.
Neste domingo, a Guarda Revolucionária Iraniana anunciou que a passagem pelo Estreito de Ormuz fica fechada à navegação “até novo aviso”, após disparar tiros de advertência contra um navio que supostamente teria ignorado suas instruções na área.
“Devido à brecha de segurança causada pela intervenção ilegal de potências estrangeiras, o Estreito de Ormuz fica fechado até novo aviso e até que cessem as intervenções dos Estados Unidos na região, e não será permitida a passagem de nenhum navio”, destacou o ramo das forças iranianas em um comunicado oficial divulgado pela emissora estatal ‘IRIB’.
Essa medida levou a um novo episódio de ataques recíprocos entre os Estados Unidos e o Irã, com uma onda de ataques norte-americanos que, segundo a versão do Comando Central do Exército dos Estados Unidos (CENTCOM), como retaliação à ofensiva da Guarda Revolucionária contra um navio comercial cipriota que teria ignorado suas instruções.
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