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MADRID 15 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que os ataques contra o Irã, que já entram na quarta noite consecutiva, “continuarão” até que ele próprio diga “já basta”, ao mesmo tempo em que advertiu que intensificará a severidade dos ataques, a menos que Teerã “se sente à mesa e negocie”.
“Há dois dias tínhamos um acordo e, em seguida, eles o romperam no último momento”, afirmou o presidente em entrevista à rede Fox, na qual antecipou que os ataques contra o Irã “continuarão até que eu diga ‘já basta’”.
Apesar de se gabar de ter “alcançado” seus objetivos na República Islâmica, o ocupante da Casa Branca considerou que “a única forma de negociar” com a cúpula do poder do país dos aiatolás é “por meio da força”. Em seguida, Trump comparou o Irã a um “grande boxeador” que, embora já tenha sido “rebaixado a um nível muito baixo”, “de repente se recupera e desferra um golpe”.
“Eles ainda têm um pouco de força para lutar, mas não muita”, afirmou o magnata republicano para, logo em seguida, ameaçar com ataques “muito fortes” na noite desta terça-feira, na de quarta-feira e na de quinta-feira.
Nesse sentido, o presidente norte-americano foi além e advertiu que “na próxima semana a situação ficará muito ruim” para os iranianos porque, ressaltou, será “a vez das usinas elétricas” e das pontes.
“Vamos colocar todas as suas usinas elétricas fora de ação. Vamos colocar todas as suas pontes fora de ação, a menos que se sentem à mesa e negociem”, afirmou ele, defendendo que, em sua opinião, Teerã “não tem outra opção” a não ser chegar a um acordo.
As declarações do chefe do Executivo norte-americano ocorrem no contexto de um dia em que o Exército dos Estados Unidos lançou uma nova série de ataques aéreos contra o Irã, além de ter anunciado a imposição de um bloqueio aos portos iranianos a partir das 22h desta terça-feira (horário da Península Ibérica).
Pouco depois, as autoridades iranianas confirmaram vários impactos no país em declarações divulgadas pela agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária. Especificamente, alertaram sobre explosões causadas por projéteis dos Estados Unidos em quatro pontos da província de Hormozgan — em frente ao estreito de Ormuz —, incluindo sua capital, Bandar Abbas, bem como na cidade de Ahvaz, na província de Juzestão, no extremo norte do Golfo Pérsico. No entanto, até o momento não foram registrados vítimas nem danos em infraestruturas residenciais ou civis.
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