Publicado 01/06/2026 13:41

Trump afirma que "não há problema" se o Irã suspender as negociações para o fim das hostilidades

Ele afirma que “manter silêncio” seria positivo, o que “não significa” retomar os ataques contra o Irã

27 de maio de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, realiza uma reunião de gabinete na Sala do Gabinete da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 27 de maio de 2026. Trump está realizando a reunião
Europa Press/Contacto/Samuel Corum - Pool via CNP

MADRID, 1 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta segunda-feira ter sido informado sobre a suspensão das negociações por parte do Irã, uma decisão tomada em resposta aos contínuos bombardeios de Israel sobre o Líbano, e garantiu que, se for esse o caso, “não há problema”.

“É algo lógico, porque eles são melhores negociadores do que combatentes. Mas não fomos informados sobre isso", afirmou ele em entrevista por telefone concedida à emissora de televisão americana NBC News.

O morador da Casa Branca considerou que as partes “falaram demais”, pelo que “ficar em silêncio seria muito bom”, embora tenha assegurado em seguida que essa falta de comunicação “não significa que vamos lá e começamos a lançar bombas por toda parte”.

O presidente dos Estados Unidos defendeu o bloqueio dos portos iranianos, garantindo que se trata de “uma peça de aço”. “Manteremos o bloqueio”, assegurou, antes de reiterar que pode “esperar todo o tempo que (as autoridades iranianas) quiserem” para ceder nas negociações. "Eles estão perdendo uma fortuna", declarou.

Suas palavras foram proferidas horas depois de ter sido divulgado que Teerã suspendeu as conversas com Washington para o cessar-fogo, em resposta aos contínuos ataques do Exército israelense contra o Líbano, onde já morreram mais de 3.400 pessoas desde a última ofensiva iniciada em 2 de março, e depois que, nesta segunda-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou às tropas que lançassem novos bombardeios contra a capital libanesa, Beirute.

A equipe de negociação iraniana tomou a decisão de suspender “o diálogo e a troca de mensagens por meio de intermediários” com o governo dos Estados Unidos, alegando que o acordo de cessar-fogo firmado inclui território libanês e, portanto, que os ataques de Israel contra o país vizinho violaram a trégua, conforme divulgado pela agência de notícias oficial iraniana Tasnim.

Assim, as autoridades iranianas sinalizaram que não haverá mais conversas até que seja garantida a cessação das operações das Forças de Defesa de Israel (FDI) contra o Líbano — e também contra a Faixa de Gaza — e a retirada “total” das tropas israelenses das zonas ocupadas nesse país, acrescentou a Tasnim.

Por outro lado, estão considerando bloquear “completamente” o estreito de Ormuz e “ativar” outras frentes, incluindo o estreito de Bab al Mandeb — que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é um ponto estratégico para o transporte marítimo, uma vez que canaliza o tráfego para o Canal de Suez — também em retaliação.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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