Publicado 31/08/2026 16:28

Trump afirma que não há casos documentados de autismo entre os amish que não tomam vacinas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (arquivo)
CASA BLANCA

MADRID 31 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a questionar as vacinas e, mais uma vez, as relacionou ao autismo, argumentando que, em 330 anos, não houve casos documentados de autismo entre os membros da comunidade amish, que não se vacinam.

“330 anos depois, não há sequer um único caso publicado e explicitamente documentado de uma criança amish não vacinada com autismo”, postou Trump nas redes sociais.

O presidente dos Estados Unidos cita a apresentação nº 7336 do Congresso Internacional de Pesquisa sobre o Autismo de 2010 que, segundo a publicação de Trump, especifica que “foi documentado autismo em crianças amish”, mas “não há nenhum caso publicado e explicitamente documentado de autismo e zero vacinas”. Não há dados confiáveis, mas acredita-se que a maioria dos amish — cerca de 400 mil nos Estados Unidos — não se vacina.

No último dia 24 de agosto, o próprio Trump previu que haverá uma redução da “epidemia” de autismo, uma condição que ele relacionou às vacinas. “Vocês vão testemunhar uma grande diferença na taxa de autismo, que é como uma epidemia”, disse Trump durante um evento público na Casa Branca.

Trump recomendou, então, que as famílias reduzissem e espaçassem as doses das vacinas administradas a menores de idade com “pequenas injeções” em vez de uma única dose, uma postura repetidamente refutada pelas autoridades médicas, que descartam qualquer relação entre o autismo e as vacinas.

“Recomendamos veementemente que, quando vocês forem buscar as doses para seus filhos pequenos — acredito que isso tenha a ver com a prevenção do autismo —, peçam ao médico para aplicar cinco doses pequenas em vez de uma grande”, explicou o magnata.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, “até o momento, os estudos continuam demonstrando que as vacinas não estão relacionadas” ao autismo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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