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MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que está “mais do que considerando” a saída da OTAN, aprofundando as críticas aos aliados por não apoiarem Washington na guerra contra o Irã.
“Eu diria que está mais do que sendo considerado. Nunca me deixei influenciar pela OTAN. Sempre soube que era um tigre de papel”, advertiu o presidente norte-americano em entrevista ao jornal britânico “Telegraph”, ao ser questionado se está considerando a permanência dos Estados Unidos na Aliança Atlântica.
Trump voltou a deixar claro que a OTAN não apoiou Washington em sua campanha no Irã, após lamentar que, no seio da organização militar, esse apoio “deveria ser automático” e insistir que, ao contrário, os Estados Unidos enviaram ajuda militar à Ucrânia como um sinal de apoio aos aliados europeus.
“Estivemos lá automaticamente, incluindo a Ucrânia. A Ucrânia não era problema nosso. Foi um teste, e estivemos lá por eles, e sempre teríamos estado lá por eles. Eles não estiveram lá por nós”, criticou, em uma nova série de críticas aos parceiros da OTAN.
Desde o início da guerra, as principais potências europeias, como Alemanha, França e Reino Unido, recusaram-se a participar da guerra no Irã, uma tensão que atingiu seu auge depois que Trump solicitou sua colaboração em uma futura missão naval para controlar o estreito de Ormuz. Posteriormente, a Espanha e a Itália vetaram o uso das bases americanas em seu território para atividades relacionadas ao conflito, alegando que elas excedem os termos dos tratados para seu uso.
Dessa forma, Trump volta a apontar seus aliados, em particular os europeus, por sua inação diante da crise no Estreito de Ormuz e pela falta de cooperação na guerra no Irã. Nesta terça-feira, ele já havia avisado em uma mensagem nas redes sociais que Washington não os ajudaria em sua defesa e os instou a extraírem eles mesmos “seu próprio petróleo” da conturbada região do Golfo.
“Vocês terão que começar a aprender a se defender sozinhos; os Estados Unidos não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nós”, chegou a declarar Trump, em uma mensagem alinhada com o questionamento que vem fazendo à OTAN.
Horas depois, foi o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, quem afirmou que a Casa Branca terá que “reavaliar o valor da OTAN” depois que vários países da organização limitaram o uso que permitem que os Estados Unidos façam de suas bases para suas operações militares contra o Irã, entre eles a Espanha.
Em sua opinião, Washington precisa analisar se a OTAN “continua cumprindo seu propósito ou se agora se tornou uma via de mão única”, em referência a uma suposta falta de envolvimento dos aliados europeus. “Quando precisamos da ajuda de vocês, não pedimos que realizem ataques aéreos; quando precisamos que nos permitam usar suas bases militares, a resposta de vocês é não?”, questionou Rubio.
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