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MADRID 5 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que as autoridades do Irã “sabem o que devem fazer” para evitar uma violação do cessar-fogo alcançado no início de abril com a mediação do Paquistão e prorrogado por tempo indeterminado pelo próprio presidente.
O morador da Casa Branca voltou a minimizar a capacidade militar do país asiático em declarações à imprensa e, questionado sobre o que poderia constituir uma violação da trégua entre Washington e Teerã, limitou-se a dizer que as autoridades iranianas “sabem o que devem fazer”.
“Vocês vão descobrir”, respondeu aos jornalistas presentes no Salão Oval. “Eles sabem o que têm que fazer e, o que é mais importante, sabem o que não devem fazer”, reforçou antes de reiterar que o Exército americano dizimou a Marinha iraniana, que agora “é composta por pequenas embarcações”.
Nessa linha, o presidente americano tentou novamente minimizar a ofensiva, descrevendo-a como uma “pequena escaramuça militar”. “Chamo de escaramuça porque o Irã não tem nenhuma chance. Nunca teve. Eles sabem disso”, afirmou, um dia depois de se referir ao conflito como uma “miniguerra”.
Trump voltou a garantir que Teerã “quer chegar a um acordo”. “E quem não gostaria? Quando o exército deles tiver desaparecido completamente, poderemos fazer o que quisermos com eles”, garantiu, antes de criticar que os representantes iranianos “estão jogando seus jogos”. “O que não gosto no Irã é que eles falam comigo com muito respeito e depois aparecem na televisão e dizem: ‘Não conversamos com o presidente. Não conversamos. Acabei de falar com eles. Não conversamos com o presidente’”, relatou.
O presidente se gabou de que o bloqueio aos portos iranianos é “impressionante, como uma rocha”, por isso “ninguém vai desafiá-lo” e, questionado sobre a possibilidade de armar a oposição iraniana, limitou-se a perguntar “por que não protestam”. “Não quero dizer isso, mas o que quero dizer é que as pessoas perguntam: por que não protestam?”, declarou.
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