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MADRID, 30 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou neste domingo que seu governo está negociando com o Irã “tanto direta quanto indiretamente”, ao mesmo tempo em que garantiu que, como “demonstração de respeito”, Teerã permitirá a passagem de “20 grandes petroleiros” pelo estreito de Ormuz, apesar do bloqueio de fato imposto pela República Islâmica em retaliação à ofensiva lançada em 28 de fevereiro por americanos e israelenses.
“Contamos com emissários, mas também lidamos diretamente com eles”, reiterou o inquilino da Casa Branca em declarações à imprensa a bordo do Air Force One, acrescentando que “há dois dias (as autoridades iranianas) concordaram em enviar oito navios e depois acrescentaram outros dois”, enquanto neste domingo, “em um gesto de cortesia” e “como demonstração de respeito”, um total de “20 grandes petroleiros atravessarão o estreito de Ormuz”.
Convencido de que Washington está indo “extremamente bem” nas negociações com o país dos aiatolás, o presidente norte-americano previu que “provavelmente” chegarão a um acordo com eles, embora tenha reconhecido que “com o Irã nunca se sabe”, porque em um momento estão “negociando com eles” e “depois sempre” têm que “atacá-los”.
“Acredito que chegaremos a um acordo com eles. Estou bastante certo disso. Mas é possível que não o façamos”, refletiu o líder norte-americano que, em seguida, comemorou ter conseguido impulsionar, em sua opinião, “uma mudança de regime” em Teerã, após o assassinato, no calor da ofensiva lançada no último dia 28 de fevereiro em conjunto com Israel contra o Irã, de figuras proeminentes como o que fosse líder supremo, no caso do aiatolá Ali Khamenei, e o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, no caso de Ali Larijani.
Nessa linha, alegou que “o regime que era realmente maligno foi o primeiro a desaparecer”, enquanto “o segundo foi nomeado e já não está mais”, na medida em que “estão todos mortos, exceto um que talvez ainda esteja vivo”, afirmou sem fazer alusão a nenhuma figura em particular. No entanto, Trump considerou que agora existe um “terceiro grupo de pessoas” que parecem ser “muito mais razoáveis”.
Questionado sobre a possibilidade de enviar tropas para o terreno, o chefe do Executivo norte-americano afirmou ter “muitas alternativas”, ao mesmo tempo em que considerou que seu país “está à frente do previsto com o Irã” e “com semanas de antecedência”, tendo “destruído toda a sua Força Aérea” e “a maioria de seus mísseis”.
Por sua vez, o chefe da Casa Branca aludiu à proposta de 15 pontos enviada ao Irã com o objetivo de chegar a um acordo que ponha fim à guerra, para salientar que Teerã “aceitou a maioria dos pontos” e acrescentar que é possível que Washington peça “mais algumas coisas”.
Nessa linha, Trump mostrou-se “totalmente convencido” de que não quer que o Irã “tenha armas nucleares” porque, segundo ele, se o fizesse, “as usaria imediatamente”.
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