Europa Press/Contacto/Bonnie Cash - Pool via CNP
MADRID, 17 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfatizou nesta segunda-feira que o Irã deve “hastear a bandeira branca” e “se render” diante da situação pela qual passa devido à guerra iniciada em fevereiro passado, ao mesmo tempo em que ameaçou bombardear Omã caso o país se intrometa na gestão do Estreito de Ormuz, enquanto Mascate negocia com Teerã a passagem pelo estreito.
O Irã deve “hastear a bandeira branca da rendição”, afirmou o líder norte-americano em uma entrevista por telefone à rede Fox News, ao mesmo tempo em que negou ter “pressa” ou estabelecer qualquer “prazo” para chegar a um acordo com a República Islâmica, já que as negociações estão paralisadas e há um impasse na guerra no Irã.
Dessa forma, ele minimizou a importância das eleições de meio de mandato, que serão realizadas em novembro, enfatizando que “não têm nada a ver” com a abordagem dos Estados Unidos na guerra no Irã, depois de apontar que os negociadores iranianos são “bons jogadores de pôquer”, mas “estão perdendo”.
Sobre o futuro do Estreito de Ormuz e o papel que países como Omã — que atualmente negocia com o Irã a passagem pelo estreito — podem desempenhar, Trump lançou uma ameaça militar direta ao país, que até agora atuou como mediador, para que não se interponha nas intenções dos Estados Unidos.
“Se Omã se colocar no nosso caminho, vamos bombardeá-los até reduzi-los a pó”, advertiu o chefe da Casa Branca, ressaltando que, até o momento, o Exército dos Estados Unidos não se empenhou totalmente na região e utilizou apenas uma quantidade “insignificante” de armamento.
Essas declarações ocorrem no momento em que termina o prazo de 60 dias que os Estados Unidos e o Irã estabeleceram para chegar a um acordo global para o fim da guerra no Oriente Médio, que deveria incluir também medidas para controlar o programa nuclear iraniano.
De qualquer forma, a trégua e o memorando de entendimento que a abrangia ficaram sem efeito apenas algumas semanas após sua assinatura, em meados de junho, quando Washington retomou os ataques militares contra o Irã, alegando o descumprimento do acordo.
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