Europa Press/Contacto/Samuel Corum - Pool via CNP
MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que o Irã aceitou “praticamente tudo” o que Washington precisa, ao mesmo tempo em que destacou que as negociações com Teerã continuam atualmente.
“Acho que eles aceitaram praticamente tudo o que precisamos”, afirmou Trump em entrevista à emissora CNBC, na qual acrescentou que ambos os países continuam “negociando” no momento, após o acordo preliminar que as duas partes alcançaram no último dia 18 de junho com o objetivo de obter avanços nas negociações.
Afirmando que o conflito com o Irã “não é uma guerra propriamente dita”, mas sim uma questão de “desarmar nuclearmente” a República Islâmica porque, conforme insistiu em linha com suas habituais intervenções, “não se pode permitir que eles tenham uma arma nuclear”, o magnata republicano se gabou de ter “desmantelado” o Exército iraniano, destacando que, atualmente, “eles não têm Marinha, nem Força Aérea, nem radares”.
Da mesma forma, após observar que “todos” os líderes do país asiático “estão mortos”, e esclarecer que ele não busca “uma mudança de regime”, mas sim que “eles não possam ter armas nucleares”, o ocupante da Casa Branca indicou que Washington se dá “bem” com a atual cúpula do poder da República Islâmica, alegando acreditar que “eles são muito mais racionais”.
Por fim, questionado sobre a possibilidade de um “bloqueio total” dos Estados Unidos no estreito de Ormuz, o chefe do Executivo norte-americano destacou que o bloqueio imposto aos portos iranianos — suspenso após a assinatura do memorando de entendimento entre Washington e Teerã no último dia 18 de junho — “não era um bloqueio”, mas “uma barreira de aço” graças à qual “nem um único navio conseguiu chegar ao Irã”.
“Eles têm uma inflação de 300%, não ganham dinheiro. Então, vamos ficar com parte desse dinheiro e compraremos deles. Eles precisam de alimentos, milho, trigo e soja, e faremos com que sejam exclusivamente nossos agricultores americanos que lhes forneçam isso. Supondo que cheguemos à posição a que deveríamos chegar. Acredito que vamos conseguir”, afirmou o presidente, após declarar que o Irã “perdeu sua força e sua arrogância”.
Em relação ao referido acordo preliminar, na última semana Teerã reivindicou a necessidade de que os compromissos nele estabelecidos sejam cumpridos, enquanto o governo Trump insistiu em encontros entre Teerã e Washington em Doha, capital do Catar.
De qualquer forma, a situação no Líbano é, neste momento, o ponto mais fraco do acordo, depois que Israel reiterou que não se retirará do sul do país nem cessará suas operações militares contra o partido-milícia xiita Hezbollah. Tudo isso enquanto o Irã insiste que o acordo firmado com Washington também abrange o Líbano e consagra o respeito à sua soberania e integridade territorial.
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