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Anuncia que os EUA destinarão US$ 10 bilhões ao mecanismo e defende o início imediato da reconstrução de Gaza MADRID 19 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que haverá “clareza” nos “próximos dez dias” sobre a situação no Irã, país com o qual ele manteve conversas nucleares indiretas durante esta semana, e instou Teerã a “chegar a um acordo significativo” para evitar “que coisas ruins aconteçam”.
Assim se pronunciou durante seu discurso de abertura da reunião do Conselho de Paz para Gaza, que está ocorrendo em Washington, capital dos Estados Unidos. “Está claro, após anos, que não é fácil chegar a um acordo com o Irã. Mas temos que chegar a um acordo significativo porque, caso contrário, coisas ruins acontecerão”, enfatizou.
Nesse sentido, alertou para a possibilidade de “ter que tomar medidas” caso não haja um acordo. “Provavelmente descobriremos o que acontecerá nos próximos dez dias, mas a reunião de hoje é uma prova de que, com uma liderança determinada, nada é impossível”, afirmou. “Agora é o momento de o Irã se juntar a nós em um caminho que complete o que estamos fazendo. E se se unirem, será fantástico. Se não se unirem, também será fantástico, mas será um caminho muito diferente. Não podem continuar a ameaçar a estabilidade de toda a região e devem chegar a um acordo", argumentou. "Se não acontecer, não acontece. Coisas ruins acontecerão se não acontecer", esclareceu.
O presidente aproveitou a ocasião para destacar a importância do Conselho de Paz, criado no âmbito do acordo americano para o futuro da Faixa de Gaza, e mostrou seu apoio a alguns dos líderes presentes na reunião, entre eles o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, e o presidente argentino, Javier Milei, bem como a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.
“Não devo apoiar ninguém, mas apoio aqueles de quem gosto. Tenho um histórico muito bom apoiando candidatos nos Estados Unidos, mas agora apoio líderes estrangeiros”, afirmou. Quase 50 países aderiram à sessão inicial do Conselho de Paz, excedendo assim os participantes dos 27 membros fundadores do órgão, entre os quais há apenas dois países da UE: Bulgária e Hungria.
Nesta ocasião, o Departamento de Estado confirmou representantes da Alemanha, Itália, Países Baixos, Polônia, Romênia, Eslováquia, Croácia, República Tcheca, Grécia, Finlândia e Chipre, que enviaram representantes de diferentes níveis, como o presidente romeno, Nicusor Dan, ou o ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, enquanto a maioria das capitais enviou embaixadores.
No que diz respeito às instituições europeias, a comissária para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, representou o Executivo comunitário, e o embaixador britânico em Washington, Christian Turner, representou o Reino Unido. Nem a China nem a Rússia compareceram ao encontro desta quinta-feira para o lançamento da iniciativa.
EUA DESTINARÃO US$ 10 BILHÕES PARA O CONSELHO
O magnata nova-iorquino informou, além disso, que a administração Trump prevê destinar um total de 10 bilhões de dólares (8,4 bilhões de euros) ao conselho, com o objetivo de “resolver os conflitos internacionais e iniciar a missão de reconstruir a Faixa de Gaza”.
Suas palavras chegam em um momento de crescente tensão diante da possibilidade de os Estados Unidos decidirem finalmente atacar o Irã durante o fim de semana, segundo revelaram fontes próximas ao assunto à rede de televisão americana CNN.
No início de fevereiro, Trump voltou a ameaçar com um ataque militar se não houver um acordo sobre a questão nuclear, embora tenha expressado a esperança de chegar a um acordo com as autoridades iranianas o mais rápido possível.
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