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MADRID 13 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "a guerra em Gaza acabou", um marco que, em suas próprias palavras, parecia "impensável" e que abriu a porta para "a paz no Oriente Médio", no final de uma cúpula de paz em Sharm el Sheikh (Egito), com a participação de mais de vinte líderes mundiais.
Trump aplaudiu durante um discurso a libertação dos últimos 20 reféns vivos mantidos pelo Hamas, um passo anterior à entrega de outros 28 corpos, e observou que a ajuda humanitária começa a entrar com mais fluidez na Faixa, onde a ONU declarou formalmente a fome em agosto passado.
Ele espera que o acordo que intermediou entre Israel e o Hamas signifique "mais do que o fim da guerra de Gaza" e marque "um novo começo para todo o Oriente Médio". Ele aspira a uma região "forte, estável e próspera", na qual todos os países "rejeitem o terrorismo de uma vez por todas", e sugeriu mais adesões aos Acordos de Abraão para normalizar as relações com Israel.
"Já li em muitas ocasiões que a Terceira Guerra Mundial começaria no Oriente Médio. Isso não vai acontecer", disse Trump, que propôs entre os novos desafios de curto prazo "restaurar o básico" para a população de Gaza e avançar na reconstrução, para a qual a Faixa deve ser "desmilitarizada".
"Agora, começa a reconstrução, talvez a coisa mais fácil", disse Trump, em meio a constantes mensagens de gratidão e reconhecimento aos líderes presentes, entre os quais se incluía o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, mas não o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Trump reconheceu a presença de Abbas da tribuna, sem em nenhum momento fazer alusão a Netanyahu, com quem havia se reunido horas antes em Israel. De acordo com o governo israelense, Netanyahu não compareceu porque a reunião coincidiu com o início do feriado judaico de Simchat Torah.
MENSAGENS DIRETAS
A cerimônia também incluiu um discurso do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que, além de aplaudir o acordo histórico pelo qual todos os líderes se reuniram em Sharm el-Sheikh, pediu o Prêmio Nobel da Paz para Trump por sua "contribuição extraordinária" para a resolução de conflitos. "Ele é o melhor candidato", disse ele.
Em outro momento, durante a avaliação dos líderes presentes, Trump aludiu à primeira-ministra da Itália, Giordia Meloni, como "uma mulher jovem e bonita", algo pelo qual ele mesmo reconheceu que seria criticado nos Estados Unidos. "Vou correr o risco", disse ele com uma risada e depois de perguntar a Meloni se o incomodava chamá-la de "linda".
Ele também se dirigiu ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o questionou, rindo, sobre sua discordância pública em relação aos gastos com defesa: "Você já está trabalhando na questão do PIB? Vamos nos aproximar", disse Trump, e depois continuou dizendo que a Espanha está fazendo "um trabalho fantástico".
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