O presidente dos Estados Unidos sublinha que a ideia de que o filho de Jamenei o suceda é “inaceitável” MADRID 5 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que deve participar na eleição do novo líder supremo do Irão, após a morte de Ali Jamenei na operação norte-americana e israelita destes dias, tal como fez, segundo ele, na Venezuela com Delcy Rodríguez, após a prisão de Nicolás Maduro.
“O filho de Jamenei é inaceitável”, disse ele, referindo-se a Mojtaba Jamenei. “Eles estão perdendo tempo (...) ele é um peso leve. Tenho que participar na nomeação, como fiz com Delcy na Venezuela", disse ele em entrevista por telefone ao portal de notícias Axios. "Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã", justificou Trump, alertando que se recusa a aceitar um novo líder que dê continuidade às políticas de Jamenei, o que obrigaria os Estados Unidos a voltar à guerra.
As declarações de Trump sobre seu interesse em influenciar a eleição das novas autoridades iranianas contrastam com a retórica americana que negava que a operação militar tivesse como motivação principal uma mudança de regime, mas sim colocar em xeque as aspirações nucleares da nação persa.
Há alguns dias, o próprio Trump se gabou de que as forças americanas haviam matado uma parte importante da cúpula do poder iraniano e reconheceu que alguns dos candidatos que seu governo havia considerado morreram durante as operações. “Muito em breve não conheceremos ninguém”, gabou-se.
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