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O presidente norte-americano afirma que o México já não envia petróleo para o país caribenho após as conversações com os EUA MADRID 1 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Cuba recorrerá aos Estados Unidos para chegar a um acordo devido às restrições à chegada de petróleo à ilha e negou que esta situação possa gerar uma crise humanitária, após as acusações feitas pela presidente mexicana, Claudia Sheinbaum. “Não tem por que ser uma crise humanitária. Acredito que eles provavelmente nos procurariam e queriam chegar a um acordo para que Cuba voltasse a ser livre. Eles nos procurariam, chegariam a um acordo”, respondeu aos jornalistas a bordo do Air Force One ao ser questionado sobre uma possível crise humanitária no país latino-americano derivada de uma eventual falta de combustível.
A presidente Claudia Sheinbaum acusou nesta sexta-feira o Executivo americano de desencadear uma “crise humanitária” na ilha se impedir a chegada de petróleo, depois que o governo Trump ameaçou impor tarifas aos países que continuassem enviando petróleo à ilha caribenha.
Além disso, o inquilino da Casa Branca reiterou que os Estados Unidos mantêm conversações com as autoridades cubanas, embora o governo cubano tenha negado essa aproximação. “Eles têm uma situação muito ruim em Cuba. Não têm dinheiro nem petróleo. Os cubanos vivem do dinheiro e do petróleo venezuelanos. E nada disso vai chegar agora”, declarou o líder norte-americano.
O MÉXICO NÃO ENVIA MAIS PETRÓLEO Assim sendo, Donald Trump indicou que o México deixou de enviar petróleo para Cuba, depois que o próprio presidente conversou com Sheinbaum e após as ameaças tarifárias do país norte-americano àqueles que fornecem petróleo a Cuba. No entanto, as autoridades mexicanas defenderam nos últimos dias sua decisão “soberana” de continuar fornecendo ajuda à ilha. “A presidente do México, a presidente Sheinbaum, tem sido muito boa. Eu disse: ‘Olha, não queremos que você envie petróleo agora’. E ela não está enviando petróleo'", indicou. Neste mesmo sábado, o responsável pelas Relações Exteriores do México, Juan Ramón de la Fuente, destacou que continuará enviando ajuda aos países que precisarem. "Não aceitamos que não haja ajuda humanitária quando algum país do mundo precisa. E vamos continuar fazendo isso porque, além disso, esse é o mecanismo que nos permite manter vivo o diálogo", confirmou.
O México suspendeu esta semana uma entrega de petróleo a Cuba, em meio a pressões de Washington, embora Sheimbaum tenha afirmado que foi uma decisão soberana, que respondia a questões contratuais entre a Pemex, a petrolífera estatal, e a ilha. A mandatária explicou em coletiva de imprensa que apenas 1% da produção de petróleo é enviada a Cuba. “É usado em usinas de energia elétrica porque, imaginemos que não haja eletricidade, isso afeta hospitais e refrigeradores. Trata-se de evitar uma crise humanitária”, enfatizou.
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